O caso de Orelha gerou uma forte onda de indignação não só no Brasil mas um pouco por todo o mundo. A notícia da morte do cão em Praia Brava, Florianópolis, no Brasil, chegou também a Portugal, levando um grupo a criar uma petição que exige justiça pelo patudo.
O documento conta com mais de 1000 assinaturas e dirige-se ao Embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro Silva, ao Governo e autoridades nacionais, federais e locais brasileiras.
A petição refere-se à morte do patudo como “um ato cruel que causou emoção e revolta na sociedade”. A petição diz ainda que Orelha era “um ser indefeso, que sentia dor, medo e sofrimento”, e sublinha que “a violência contra animais é crime no Brasil, conforme a Lei nº 9.605/98”.
Com base nestes argumentos, exige “a apuração rigorosa e imediata dos fatos; a identificação e responsabilização dos culpados; a aplicação das punições previstas em lei” e a adoção de “medidas efetivas para prevenir novos casos de maus-tratos a animais”.
Os responsáveis pela petição escrevem ainda que garantir justiça por este caso “é dar voz a todos os animais que sofrem em silêncio”. “É um clamor por empatia, respeito à vida e cumprimento da lei”, acrescentam.
O caso que chocou o país
Orelha vivia há cerca de 10 anos no bairro onde foi morto. A 16 de janeiro o desaparecimento do patudo foi relatado por moradores da zona. Dias depois, um dos cuidadores habituais de Orelha encontrou-o num descampado, caído e gravemente ferido, noticia a Globo. O cão foi levado de urgência para o veterinário mas, devido à gravidade das lesões, compatíveis com agressões propositadas, os médicos optaram por eutanasiá-lo.
O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, que identificou quatro adolescentes como suspeitos de maus-tratos contra o animal. Na passada terça-feira, 3 de fevereiro, a investigação foi concluída, e as autoridades determinaram a culpabilidade de um adolescente pelo crime, pedindo o seu internamento provisório.
Segundo a UOL, a polícia analisou mais de mil horas de filmagens de 14 câmaras de segurança da região, ouviu 24 testemunhas e os oito adolescentes suspeitos, e teve ainda em consideração provas como a roupa que utilizavam e a localização do responsável pela morte de Orelha no momento do crime. Foi ainda confirmado que o cão sofreu uma pancada contundente na cabeça, correspondente com um pontapé ou com um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou garrafa.
Carregue na galeria para conhecer Abacate e Orelha, dois dos cães mortos no Brasil.








