Animais

ResGato, o abrigo para gatos que conta com a sua ajuda

Apesar de ser destinado a gatos, o abrigo não consegue virar a cara a outros animais que necessitem de ajuda.
A ResGato nasceu do amor por gatos da sua fundadora.

A associação ResGato salva animais na zona de Oliveira de Azeméis. Para a conhecer melhor, a PiT falou com Dunya Jochem, voluntária do abrigo. “Começou por ser um projeto da Matilde, mas foi crescendo e em 2021 conseguimos tornar-nos numa associação oficial”, conta Dunya.

A organização foi fundada em 2019 por Matilde Evangelista e foi montada com o intuito de resgatar apenas gatos, mas quando algum dos seus voluntários encontra ou sabe de outros animais que precisam de ajuda, não é capaz de ficar indiferente.

“A ideia era só mesmo gatos, mas quando não conseguimos ajuda das organizações destinadas a resgatar cães da nossa zona, também os acolhemos e tentamos arranjar uma família que os adote”, diz a voluntária à PiT.

A associação ResGato conta com a ajuda de todos para dar uma vida melhor aos seus bichitos, seja adotando-os, como através de doações monetárias, que podem ser realizadas através de transferência bancária, paypal ou mbway, ou de produtos específicos. Estas revertem para alimentação, medicamentos, vacinas e outros tratamentos que os animais necessitem, visto que, muitas vezes, chegam às mãos do abrigo em condições muito debilitadas.

Além disso, a associação sem fins lucrativos vende peças de roupa em segunda mão e merchandising próprio, como autocolantes para colocar no vidro do carro. “Antes da pandemia existia um mercado onde tínhamos uma barraquinha. Lá vendíamos rifas, fatias de bolo, rissóis, peças de bijuteria, entre outras coisas desse género”, conta Dunya à PiT.

Voluntários avisam

“Encontramos na rua, ou alguém nos avisa. Normalmente pelo Facebook”, explica a voluntária quando fala na forma como tomam conhecimento de animais que necessitam de ajuda. “Alguns dos voluntários também conhecem colónias de gatos que precisam de controlo”, acrescenta Dunya.

As colónias, por norma, surgem quando vários gatos silvestres se juntam num certo local onde há alimento. Muitas vezes, essa alimentação é providenciada por humanos que vivem nas redondezas, mas tende a que se juntem demasiados animais nesses locais, de forma que a comida deixa de ser suficiente para todos.

“Por vezes, há gatos que se revelam meigos com alguma estimulação e, nesses casos, tentamos arranjar quem os adote. Mas há outros que são mesmo selvagens e acabamos por os devolver às colónias, pois são muito infelizes fechados numa box”, sublinha.

Percorra a galeria para ver como a associação opera.

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