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Surto de panleucopenia em associação de Lisboa continua a preocupar mas não há casos novos

Apesar de não terem surgido novos casos confirmados até ao momento, a situação continua a exigir vigilância apertada, internamentos e tratamentos intensivos.

A Associação dos Animais de Lisboa, que nos últimos dias tem vivido uma das fases mais difíceis da sua história devido a um surto de panleucopenia, fez uma atualização pública sobre o estado dos seus animais.

Apesar de não terem surgido novos casos confirmados até ao momento, a situação continua a exigir vigilância apertada, internamentos e tratamentos intensivos.

Num comunicado emocionado, a equipa começou por agradecer o enorme apoio recebido por parte da comunidade: “As vossas partilhas, mensagens e donativos têm sido absolutamente essenciais nesta fase tão difícil. Sinceramente, não imaginam a diferença que toda esta mobilização está a fazer!”

Segundo a associação, continuam a existir animais infectados e internados, sendo que alguns casos permanecem críticos. Um dos animais mais fragilizados é Toblerone, irmão de Bounty, Ferrero e Lindt — três animais que não resistiram à doença e acabaram por morrer.

“Toblerone continua hospitalizado e já precisou inclusivamente de várias transfusões de plasma”, revela a associação, acrescentando que a equipa está a “fazer tudo o que está ao nosso alcance para salvar cada vida e garantir que todos recebem os cuidados de que precisam”.

Apesar de o cenário continuar delicado, há um dado encorajador: não foram registados novos casos confirmados até ao momento. Ainda assim, os responsáveis sublinham que “ainda estamos longe de poder dizer que está tudo bem”.

Atualmente, os animais encontram-se separados e sob controlo apertado, medida que reduziu significativamente o risco de contaminação direta entre eles. No entanto, a associação mantém-se em alerta máximo, acompanhando de perto todos os animais que tiveram contacto antes do aparecimento dos sintomas, de forma a perceber se poderão desenvolver a doença nos próximos dias.

O impacto emocional e financeiro desta crise tem sido profundo, mas a associação garante que o apoio da comunidade tem sido determinante para continuar a responder à emergência.

“Sem vocês a associação não existia”, lê-se no comunicado. “Vocês têm sido o nosso apoio em todos os momentos e nunca vamos conseguir agradecer o suficiente toda a força que nos têm dado nesta fase tão dura.”

A terminar, a associação deixou uma mensagem de gratidão dirigida a todos os que têm contribuído, seja através de donativos, divulgação ou mensagens de apoio: “É graças a vocês que hoje conseguimos fazer o que fazemos e salvar tantos animais.”

“Nunca tivemos tantos animais doentes ao mesmo tempo.
”

A 22 de maio a AAL revelou que estava a enfrentar um dos momentos mais difíceis da sua história recente devido a um surto de panleucopenia felina, que já provocou a morte de 11 gatos.

“Nunca tivemos tantos animais doentes ao mesmo tempo.
 Nunca estivemos numa situação financeira tão desesperante. Estamos exaustos e desolados. Estamos a tentar salvar vidas todos os dias.
 Mas, sem ajuda, não vamos conseguir continuar”, indicou, na altura, a associação. 

Em declarações ao Notícias ao Minuto, Carolina Chaves, presidente da associação, explicou que o surto teve origem numa ninhada resgatada da rua há cerca de duas semanas, aparentemente saudável no momento da recolha.

”Recebemos uma ninhada que desenvolveu o vírus. Na rua pareciam bastante bem, mas isto acontece. Quando se resgatam animais de rua, nunca sabemos o que é que vão ou não desenvolver; muitas das vezes têm vírus adormecidos, seja panleucopenia, seja calicivírus, seja o que for e, por a imunidade ir baixo, por causa do stress e da mudança, isto acaba por acontecer”, esclareceu a presidente da AAL. 

 

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