Animais

Tarantino diz ser contra matar animais nos filmes. “É um limite que não ultrapasso”

O cineasta é conhecido pelos projetos violentos mas partilhou o que não está disposto a integrar nas suas longas-metragens.
O realizador tem 60 anos.

Com quase 30 anos de experiência, Quentin Tarantino é um dos nomes mais conhecidos no universo do cinema. Realizador e argumentista de clássicos como “Kill Bill”, “Pulp Fiction”, “Sacanas sem Lei” e “Era Uma Vez Em… Hollywood”, o cineasta norte-americano, de 60 anos, tem características marcantes em todos os seus filmes, sendo a violência uma delas. Contudo, mesmo nas longas-metragens mais sangrentas, tem limites.

“Tenho um grande problema em matar animais nos filmes. É um limite que não consigo ultrapassar”, disse o realizador durante uma masterclass citada pela revista “Variety”. “Insetos também. A menos que esteja a pagar para ver algum documentário bizarro, não estou a pagar para ver a morte real. Isso parte da maneira como tudo funciona, tudo é apenas um faz de conta”, acrescentou.

Tarantino acredita que, ao contrário dos atores, os animais não fazem parte do mundo fictício criado pelos cineastas e, consequentemente, não devem ser submetidos a maus-tratos. “É por isso que aguento as cenas violentas, porque estamos todos a brincar. Mas um animal, um cão, um lama, uma mosca, ou um rato não dá a mínima para o seu filme”, frisou. “Eu mataria um milhão de ratos, mas não necessariamente quero matar um num filme ou ver um ser morto num filme, porque não estou a pagar para ver a morte real”, explicou.

Por outro lado, o cineasta não é contra a utilização de estrelas de quatro patas nos seus filmes. Em “Era Uma Vez Em… Hollywood”, a longa-metragem protagonizada por Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie e estreada em 2019, a Pitbull Brandy chamou a atenção dos telespectadores. Interpretada por Sayuri, uma cadela de sete anos, a patuda partilhou grande parte das suas cenas com Brad Pitt e conquistou corações.

No mesmo ano, Sayuri foi a vencedora do Palm Dog, um prémio escolhido pelo júri e apresentado no Festival de Cannes anualmente para celebrar a melhor atuação de um cão ou grupo de cães num filme exibido no festival. A sua coleira foi recebida pelo próprio Tarantino.

“Tenho de dizer que estou muito honrado por receber este prémio”, disse o cineasta na altura. “Eu disse a todos que não tinha ideia se íamos ganhar a Palma de Ouro, mas senti que estava em boas condições para vencer o Palm Dog. Por isso, quero dedicar isso à minha maravilhosa atriz Brandy”, acrescentou.

Os abusos e maus-tratos contra os animais usados no entretenimento são ilegais em quase todo o mundo. Contudo, vários acontecimentos tem feito com que as organizações de direitos dos animais continuem a lutar contra a indústria. Em 2012, a HBO foi obrigada a cancelar “Luck”, uma série de corridas de cavalos após a morte de pelo menos três animais. Já em 2017, a estreia do filme “A Dog’s Purpose” foi cancelada depois do TMZ ter divulgado um vídeo a mostrar os abusos contra um Pastor Alemão durante as filmagens.

Carregue na galeria para conhecer os melhores filmes com animais segundo o IMDb, a principal plataforma de rating de filmes e séries de todo o mundo.

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