Animais

Tarde demais. Baleia-branca morre uma semana depois de ser avistada no Sena

O resgate demorou mais de seis horas e a beluga chegou a ser retirada da água, mas não resistiu às manobras de salvamento.
O cetáceo tinha 4 metros e 800 quilos.

A operação de resgate teve início durante a madrugada desta quarta-feira, dia 10 de agosto. A baleia-branca que se perdeu e viajou quase 2000 quilómetros tinha sido vista no rio Sena, em França, a cerca de 70 quilómetros de Paris, na semana passada. Foi, hoje, retirada da água nas primeiras horas da madrugada e transportada de camião para Ouistreham, junto ao canal da Mancha, para ser tratada e, posteriormente, libertada no mar.

Durante os últimos dias, os esforços das autoridades competentes foram direcionados para tentar alimentar o cetáceo, visivelmente desnutrido, e isolá-lo numa zona que pudesse facilitar a intervenção com vista ao seu transporte de volta a águas salgadas. As margens do Sena “não são acessíveis a veículos” naquele local e “tudo deve ser transportado à mão”, explicou Isabelle Brasseur, do parque de animais marinhos Marineland, no sul da França (o maior da Europa), acrescentando que “a prioridade” seria “colocá-lo de volta à água do mar”.

Espécie conhecida por habitar as águas geladas do Ártico, no Pólo Norte, não sobrevive muito tempo em águas doces e mais quentes. A vida deste animal marinho encontrado junto à comporta de Saint-Pierre-la-Garenne, não longe da capital francesa, corria sério risco de se perder, daí que a Sea Shepherd France, organismo integrado numa organização internacional, sem fins lucrativos, de “ação direta de conservação do oceano”, tenha alertado para a urgência das operações de resgate.

Numa operação sem precedentes, que, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), envolveu 24 mergulhadores da Polícia Militarizada francesa (Gendarmerie) e vários bombeiros, e demorou mais de seis horas, apesar dos primeiros sinais aparentemente estáveis, o animal de quatro metros de comprimento e 800 quilos não resistiu e acabou por ser eutanasiado.

“Durante a viagem, os veterinários verificaram uma deterioração na sua condição, em particular na atividade respiratória. (…) O sofrimento do animal era óbvio, não sendo apropriado libertá-lo, pelo que decidimos avançar com a eutanásia”, segundo declarações da veterinária Ollivet Courtois, envolvida no resgate.

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