Um tubarão bebé batizado de Yoko está a dar que falar após nascer num aquário onde só existem duas fêmeas da espécie que não têm qualquer contacto com um macho há mais de três anos. A notícia foi avançada há poucos dias pelo Shreveport Aquarium, no estado da Louisiana, nos EUA, e há duas explicações possíveis.
A primeira é que tenha acontecido partenogénese, uma forma rara de reprodução assexuada. Já a segunda hipótese é explicada por um fenómeno conhecido como fertilização tardia, em que a fertilização ocorre muito tempo depois do acasalamento. Os especialistas, porém, ainda não concluíram qual delas terá acontecido.
“Esta situação é incrível e mostra a resiliência desta espécie”, disse Greg Barrick, curador de animais do Shreveport Aquarium. “Estamos muito entusiasmados para confirmar nos próximos meses se este foi realmente um caso de partenogénese ou se foi uma fertilização tardia. Isto prova realmente que a vida arranja sempre uma maneira.”
Para confirmar a causa exata do nascimento, a equipa de investigação irá realizar uma recolha de ADN do bebé quando este estiver com o tamanho adequado para a recolha de sangue, provavelmente daqui a alguns meses. Nesta altura, a análise fornecerá uma confirmação definitiva.
A pequena cria de Tubarão-balão-do-Pacífico, que nasceu a 3 de janeiro, foi carinhosamente apelidada de Yoko em homenagem à palavra chumash (um grupo de idiomas nativos dos EUA) para tubarão, que é “onyoko”.
“Embora o bebé esteja atualmente a prosperar, sabemos que os tubarões jovens nascidos através de eventos reprodutivos tão raros enfrentam frequentemente desafios significativos”, avançou o aquário em comunicado. “Mesmo que o tempo de Yoko connosco seja breve, ele ainda deixará um legado inesquecível, contribuindo com inestimáveis insights para o estudo da reprodução dos tubarões e dos esforços de conservação.”
Os Tubarões-balão-do-Pacífico podem atingir um tamanho máximo de 82 a 85 centímetros. São originários do Pacífico Oriental, numa região que abrange desde a Baía de Monterey, nos EUA, até ao sul do México, com uma pequena população perto da costa do Chile. A dieta é muitas vezes composta por pequenos peixes encontrados nos recifes.
De seguida, carregue na galeria para ver algumas das fotografias de Ricardo Nascimento, o fotógrafo português que já esteve frente a frente com tubarões e baleias.







