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Um mês após morte de Orelha, morreu Pretinha, a sua fiel companheira

A cadela tinha encontrado uma família, mas morreu antes de conhecer a nova casa devido a uma doença renal crónica.

O bairro Praia Brava, onde Orelha vivia, está a ficar cada vez mais vazio. Depois da morte do cão, cuja violência chocou os amantes de animais brasileiros, morreu também Pretinha, uma patuda com quem mantinha uma relação próxima. 

A notícia é adiantada pelo G1 esta terça-feira, 10 de fevereiro. O jornal explica que a morte foi confirmada no dia anterior, depois de quase três semanas de internamento numa clínica veterinária com uma insuficiência renal crónica. O quadro clínico apontava ainda uma alteração sanguínea compatível com doença da carraça. “Atualmente, ela se encontra estável, dentro dos parâmetros esperados para esse tipo de alteração. Estamos esperançosos, mas com os pés no chão”, adiantou a médica quando a cadela foi levada para a clínica, disse ao G1 Fernanda Oliveira, médica veterinária que fazia atendimentos no bairro.

A veterinária contou ao G1 que a relação dos dois era antiga, explicando que Pretinha chegou a Praia Brava com a mãe, e travou amizade com outro cão, que acabou por morrer. Então, aproximou-se de Orelha, que se tornou o seu protetor.

O bairro em Florianópolis, Santa Catarina, tinha três casotas onde dormiam os cães de quem cuidavam os residentes. Orelha costumava ocupar a do meio, e Pretinha a da direita.

O caso que chocou o país

Orelha vivia há cerca de 10 anos no bairro onde foi morto. A 16 de janeiro o desaparecimento do patudo foi relatado por moradores da zona. Dias depois, um dos cuidadores habituais de Orelha encontrou-o num descampado, caído e gravemente ferido, noticia a Globo. O cão foi levado de urgência para o veterinário mas, devido à gravidade das lesões, compatíveis com agressões propositadas, os médicos optaram por eutanasiá-lo.

O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, que identificou quatro adolescentes como suspeitos de maus-tratos contra o animal. Na passada terça-feira, 3 de fevereiro, a investigação foi concluída, e as autoridades determinaram a culpabilidade de um adolescente pelo crime, pedindo o seu internamento provisório. 

Segundo a UOL, a polícia analisou mais de mil horas de filmagens de 14 câmaras de segurança da região, ouviu 24 testemunhas e os oito adolescentes suspeitos, e teve ainda em consideração provas como a roupa que utilizavam e a localização do responsável pela morte de Orelha no momento do crime. Foi ainda confirmado que o cão sofreu uma pancada contundente na cabeça, correspondente com um pontapé ou com um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou garrafa.

Carregue na galeria para conhecer Abacate e Orelha, dois dos cães mortos no Brasil.

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