Animais

Um tigre voador ou um avião selvagem? Boeing 747 leva pessoas e chitas a bordo

O avião comercial viajou da Namíbia à Índia e transportou oito chitas, que foram deslocadas para uma área de conservação.
Um autêntico tigre com asas.

Nem o animal mais rápido do mundo era capaz de fazer Namíbia-Índia em 10 horas. Esse foi o tempo de voo que um avião comercial levou, na passada sexta-feira, dia 16 de setembro, de um país ao outro, transportando a bordo não só passageiros de económica e executiva, mas também animais selvagens — designadamente, oito chitas.

A deslocação dos felinos (cinco fêmeas e três machos) teve por objetivo a conservação da espécie, resultado de um protocolo celebrado entre os dois Estados a 20 de julho deste ano, uma vez que a espécie viu-se extinta na Índia desde 1952.


Para assinalar a travessia, foi usado um Boeing 747-400 com o focinho de um tigre da Sibéria pintado no nariz do avião. Não obstante, a aeronave não foi pintada especialmente para esta ocasião. A pintura data a junho de 2015 e foi concretizada, em parceria com a Amur Tiger Centre, pela companhia aérea russa Transaero, que na altura era proprietária do avião em causa. Daí a escolha do tigre da Sibéria (uma das maiores regiões do território russo) para o desenho, como forma de sensibilizar para a iminente extinção deste animal.

Sete anos depois, o mesmo avião serviu de intermediário à salvação de outra espécie felina. Ao abrigo do programa de certificação global, estabelecido em 2018 pela Associação Internacional de Transporte Aéreo, a operação foi levada a cabo com sucesso.

Apesar da capacidade do avião, a bordo viajaram apenas um veterinário, um cientista dedicado à vida selvagem, o alto comissário indiano na Namíbia Prashant Agrawal, e a diretora executiva do Cheetah Conservation Fund Laurie Marker.

Carregue na galeria e veja imagens do avião mais feroz do espaço aéreo.

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