“Há humanos que transformam a vida dos animais num verdadeiro inferno. E este é um desses casos” — depois de oito anos a viver num espaço pouco maior do que o seu próprio corpo, Darco encontrou a possibilidade de uma vida melhor. O cão foi resgatado pela Ajuda a Alimentar Cães, na Madeira, que o apresentou como “o cão mais triste e depressivo” que alguma vez conheceu.
O caso foi dado a conhecer no sábado, 21 de fevereiro, com imagens do patudo esquelético dentro de uma estrutura de madeira pouco maior do que ele. Lá dentro estavam uma tigela vazia, uma bola azul e fezes.
Mariana Nóbrega, líder do grupo, adianta à Pets in Town que Darco foi resgatado na Nazaré, Funchal, e que a ação de salvamento “correu bem”, já que os antigos detentores “aceitaram dar o animal”.
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A associação revelou que Darco passou a vida ali fechado. “Num espaço minúsculo, onde dormia, comia e defecava tudo no mesmo lugar. Sem dignidade. Sem liberdade. Sem escolha“, escreve nas redes sociais. Além da dor física que a restrição lhe causava, a equipa nota a dor emocional. “Este cão carrega uma tristeza que não se explica, mas sente-se”, avança, acrescentando que, apesar do trauma, o cão continua a procurar contacto humano.
A avaliação da saúde de Darco revelou a condição de dirofilariose, uma doença causada pela presença de parasitas no sistema circulatório, para a qual já está a ser tratado. “É um tratamento longo, delicado e dispendioso, mas ele merece absolutamente tudo”, escreve o grupo.
A atualização do caso surgiu no dia seguinte, com a equipa a revelar que Darco é “um dos cães mais extraordinários” que já passou pelo abrigo. “Estamos profundamente emocionadas com a sua gratidão, com a sua doçura e com a sua forma tão meiga de estar”, escrevem as voluntárias.
O cão, que “gosta de toda a gente”, permitiu que o lavassem e que lhe escovassem os dentes. “Não puxa a trela, adora colo, distribui beijinhos sem parar”, e “dá-se bem com todos”, sejam humanos ou animais. A missão passa agora por encontrar uma casa para Darco, que “merece conhecer o amor que só uma família pode dar”.
Carregue na galeria para conhecer o patudo.








