Animais

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Vem aí um evento de ioga com gatos para adoção promovido pela Streetdogs

A associação de Barcelos promove uma manhã diferente. Os lucros revertem para os animais, e há um lanche vegan.

A flexibilidade dos gatos é praticamente imbatível para qualquer humano, mas a nova iniciativa de ioga com os felinos da Streetdog não pretende ser uma competição, apenas um dia divertido, para ajudar os animais que mais precisam e conhecer novos patudos. A primeira edição do evento acontece este domingo, 13 de julho, no ginásio Body Mind, em Barcelos, às 10 horas.

Alexandra Figueiredo, responsável pela associação do Norte que abriga mais de 40 gatos, explica à PiT que esta não é a primeira iniciativa solidária que a equipa organiza, mas é a primeira que une exercício e felinos. “Já tínhamos feito eventos de ioga, mas sem os gatinhos”, esclarece. Contudo, desta vez os gatos são a estrela do momento, graças à disponibilidade que o ginásio mostrou para receber todos os participantes (mesmo os peludos). 

O espaço tem uma capacidade máxima para 20 pessoas, e estarão presentes oito gatos adultos, “mais alguns bebés”. A responsável avança esperar que o momento seja um sucesso, e que a adesão das pessoas permita às duas instituições continuar a unir a vida saudável e o bem-estar animal com mais edições no futuro. 

Além da sessão de ioga com os gatos, o evento promove ainda um “lanche vegan e saudável”, oferecido pelo projeto Verde Abacate, que atua em Braga, Famalicão e Barcelos, produzindo sobremesas apenas com ingredientes de origem vegetal para catering, e promovendo ainda workshops sobre este tema.

As inscrições podem ser feitas através de mensagem privada para o Instagram ou Facebook da Streetdogs, e tem o custo de 20 euros, que revertem para a associação.

Um dia diferente.

Este ioga é solidário

No site, a Streetdogs disponibiliza uma lista com quase todos os cães e gatos que ainda precisam de uma família, todos recolhidos da rua. 

“Temos maioritariamente gatos, não porque escolhemos os animais para serem adotados, mas talvez pela facilidade com que temos de os acolher”, explicou Alexandra à PiT. “Temos mais facilidade em acolher felinos do que cães e, portanto, vamos resgatando não só consoante as situações que nos vão aparecendo, mas também a nossa capacidade de os poder acolher — não só financeira, mas também física”.

Todo o trabalho que hoje faz ao lado dos animais de ninguém é em homenagem a Topas, um cão que adotou de uma pet shop quando entrou para a universidade e que viveu ao seu lado até aos 17 anos.

“Foi o primeiro animal de estimação que tive até ao momento”, recorda. Com o passar do tempo e a convivência com ele, Alexandra aumentou ainda mais a paixão que tinha pelos patudos. “Tornou-se num sentimento não só de acolher os meus próprios, de ter animais domésticos, mas também de ajudar outros que via na rua e que sabia que estavam em sofrimento. Comecei a sentir necessidade de os ajudar também”.

Há 18 anos, deu início aos resgates — primeiro sozinha e, depois em grupo. Em 2018, constituiu a Streetdogs com a ajuda de outros voluntários “por questões burocráticas administrativas e também para simplificar alguns processos”. Agora, espera conseguir liquidar as dívidas para “continuar a missão” de ajudar os mais sensíveis.

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