Ziggy pertence a uma ninhada encontrada à beira da estrada, que foi resgatada e acolhida pelo canil da Guarda. O destino destes cachorros foi o ideal, já que todos encontraram famílias — todos, menos Ziggy. E a explicação poderá ser a sua falta de visão.
Ana Lourenço, membro da associação Pelas Patas Felizes, do Sabugal, e voluntária no abrigo oficial do distrito, adianta à PiT que os três cachorros foram encontrados em dezembro de 2025, perto de uma estrada, por uma pessoa que os viu e contactou as entidades. Então, tinham cerca de dois meses. Os irmãos de Ziggy foram levados rapidamente, mas o patudo, “devido à sua condição, nunca foi escolhido”.
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Em fevereiro, Ana tomou a iniciativa de levar o cão à capital para uma consulta de especialidade oftalmológica, que concluiu a permanência da cegueira do patudo de 10 meses. Apesar de irreversível, a condição não incapacita Ziggy, que é sociável com humanos e com outros animais. “Ele brinca, salta com outros cães, por vezes pensamos que ele não é cego porque se desenrasca super bem”, nota a voluntária.
A única particularidade para os futuros tutores de Ziggy será um cuidado redobrado com mudanças em casa, já que “ele memoriza bem o espaço e depois anda com cautela”.
Apesar de bem socializado, a vida num abrigo não é ideal para o patudo de porte médio, que por não conseguir ver os outros animais fica mais assustado com barulhos imprevisíveis. Assim, Ana optou por acolher o patudo em regime de Família de Acolhimento Temporário enquanto espera por uma adoção definitiva, assegurando as despesas através da organização que integra.
A tutora temporária caracteriza-o como “um cãozinho que não se mede pela sua condição”, sublinhando que “ele precisa muito de uma casa”.







