Família

4,19 milhões. É este o número de pets registados em Portugal nos últimos 32 anos

Se todos os pets registados estivessem vivos, teríamos quase um animal de companhia por cada dois residentes no País.
Oh happy days.

Os animais de companhia continuam, cada vez mais, a fazer parte dos lares portugueses. Desde 2020, o número de pets que vivem em família aumentou no País, e muito à conta da pandemia – já que o isolamento das quarentenas e a necessidade, para muitos, de uma companhia para passear, levou a que o número de adoções aumentasse. Só no município de Lisboa estão registados 112.127 pets, sendo que 75.881 são cães, 36.160 são gatos e 86 pertencem a outras espécies, segundo dados recentes do Sistema de Informações de Animais de Companhia (SIAC). E o número em todo o País, desde que há registo, ascendia no final de novembro a 4,19 milhões – com os cães em maioria, a superarem os três milhões.

Se todos estes animais estivessem vivos, isto significaria que teríamos quase um animal de companhia por cada dois residentes em Portugal. No entanto, este é o número de animais registados nos últimos 32 anos, pelo que muitos já morreram – não se sabendo ao certo o número de animais vivos registados, já que muitos tutores não “dão baixa” dos seus pets no sistema.

Com efeito, estes 4,19 milhões referem-se ao “total de animais que já foram registados em Portugal (sem distinguir os que se encontram vivos dos que já morreram), não só desde a criação do SIAC a 25 de outubro 2019 mas desde que há registo – ou seja, animais que se encontravam também registados nas bases de dados já existentes, como o SIRA e o SICAFE”, explicou o SIAC à PiT.

A criação do SIAC, recorde-se, resultou da fusão do Sistema de Identificação e Recuperação Animal (SIRA), que funcionava desde 1992, e do Sistema de Identificação e Registo de Caninos e Felinos (SICAFE), que existia desde 2003.

Número de registados longe da realidade

O número de 4,19 milhões está, no entanto, distante da realidade. Esse é o número se contabilizarmos apenas os pets com “tudo em dia” – mas ainda há quem se sujeite a multa e não trate do microchip nem do registo.

A este propósito, em declarações ao “Jornal de Notícias” na terça-feira, 20 de fevereiro – em que se assinalou o Dia Mundial do Animal de Estimação –, o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), Pedro Fabrica, sublinhou que o número de identificações fica “aquém de uma desejável taxa de cobertura de 95%”.

Ainda assim, e reconhecendo que há ainda “um caminho a fazer”, a provedora do Animal, Laurentina Pedroso, acredita que os donos estão mais consciencializados. Estão mais “incentivados pelas vantagens no bem-estar animal”, disse Laurentina Pedroso ao mesmo jornal.

As autoridades competentes, recorde-se, podem a qualquer momento proceder à fiscalização da identificação eletrónica dos nossos animais – e, se houver incumprimento, cada município aplica as devidas multas.

Percorra a galeria para saber mais sobre os procedimentos a ter com o registo do seu animal de companhia.

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