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Abrigo da ResGato em risco de desabar. Associação lamenta falta de apoio e pede ajuda

A organização de Oliveira de Azeméis está a pedir ajuda para conseguir um novo espaço para acomodar os seus 40 gatos e três cães, e para ajudar mais animais.

Com seis anos oficiais de associação, a equipa da ResGato está a passar por um momento crítico: a falta de um espaço para abrigar os animais que resgata. A casa que atualmente serve de abrigo está demasiado degradada, comprometendo o bem-estar e a segurança dos patudos que lá estão e dos voluntários. O grupo está à procura de uma solução, mas admite “não ver uma luz ao fundo do túnel”.

Matilde Evangelista, fundadora e presidente da organização de Oliveira de Azeméis, adianta à PiT que “o abrigo situa-se numa casa centenária”. “Quando fomos para lá estava totalmente degradada porque já não era habitada há muitos anos”, diz, explicando que, ao longo dos anos, foram feitas algumas obras para melhorar estas condições. Contudo, os estragos são demasiado extensos.

Agora, a casa é “extremamente húmida e gelada”. “O teto está podre, sentimos que tem água a fazer pressão e a qualquer momento aquilo vai desabar”, lamenta Matilde, acrescentando que os animais doentes acolhidos pela ResGato não recuperam devido à falta de condições, e que aqueles que estão saudáveis passam a apresentar uma saúde debilitada. “Chegámos a um ponto sem retorno”, afirma.

A equipa tem autorização dos donos para usar a casa durante o tempo que necessite. “O problema é que não vão fazer obras, nem acham que é justo fazermos obras no imóvel porque não é nosso”, avança Matilde.

Falando em nome dos integrantes da organização, a presidente adianta ainda que não faz sentido investir no espaço, tanto pelo elevado valor necessário, quanto pela intenção de procurar um local maior, que permita também pôr em prática a intenção de “ajudar mais cães”.

A Câmara não ajudou

A voluntária diz estar “desde setembro a tentar encontrar uma solução”. Estas tentativas incluíram apelos à câmara municipal da cidade, com quem o grupo reuniu uma vez, chegando à conclusão de que as opções apresentadas “não eram viáveis”. Além disso, diz Matilde, os responsáveis da autarquia receberam diversos convites para conhecer o espaço, sem nunca o terem concretizando. “Eu acho que nem têm noção do que fazemos e da quantidade de animais do município que nós ajudamos”, diz a fundadora.

O papel da ResGato no município não passa apenas pela resposta que dá por iniciativa própria. “A veterinária municipal acolhe animais, poucos mas acolhe, com dinheiro que a Câmara disponibiliza. Mas, quando estão minimamente estáveis, vêm para nós. Até animais que o município pede ajuda nós recebemos e não conseguimos arranjar uma solução por parte deles”, revela.

Sem solução e com 40 gatos e três cães ao encargo da associação, a criadora do projeto de resgate e reabilitação nota ainda que “todos os dias continuam a chover pedidos de ajuda” ao qual não pode responder.

Aceitam dinheiro ou a doação de um espaço

A associação decidiu começar um peditório para 150 mil euros, na esperança de conseguir comprar um espaço próprio. Esta escolha foi tomada depois de “meses de tentativas, insistência, portas fechadas e ausência de soluções”, e impulsionada pelas várias mensagens enviadas por seguidores. “Não acreditávamos que fosse possível reunir um valor desta dimensão. Mas foram tantas as pessoas a insistir, a encorajar-nos, a dizer “tentem”, que decidimos avançar”, pode ler-se na página de Instagram.

A quantia foi definida com base numa análise de mercado de “armazéns na periferia de Oliveira de Azeméis — com espaço exterior e estrutura ampla”. A prioridade, acrescenta a equipa, não é conseguir um local perfeito, e sim “ir para um espaço estruturalmente seguro” que permite acolher mais animais.

Os donativos podem ser feitos online, ou podem ser enviadas mensagens diretas, às quais a equipa responde com os dados para doar.

Carregue na galeria para conhecer alguns dos animais para adoção na associação.

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