Família

Já prestou atenção ao seu gato hoje? O bichano pode estar a precisar de ajuda

Estudo indica que os felinos parecem ter consciência da atenção dada pelos donos e conseguem até pedir auxílio.
O animal tem sido subestimado.

Não temos dúvidas de que o mundo seria melhor se conseguíssemos comunicar livremente com animais de outras espécies, sobretudo aqueles com os quais costumamos partilhar o teto e consideramos parte da família — mais até do aquele parente inconveniente em que está a pensar agora.

Se é verdade que a compreensão total parece estar longe de ser uma realidade, um estudo recente da Nestlé Purina Research, publicado na revista “Animal Cognition”, chegou a conclusões animadoras no que aos gatos diz respeito. Os felinos parecem ter consciência da atenção dada pelos donos e conseguem pedir ajuda para resolver os problemas que não conseguem enfrentar sozinhos.

“Os gatos domésticos têm sido tradicionalmente considerados solitários. No entanto, a sua capacidade cognitiva social pode ter sido subestimada”, começa por afirmar a pesquisa. Esta revela que os gatos têm uma comunicação orientada pelo olhar e conseguem perceber quando o seu humano está disponível para interagir. Quando precisam de ajuda com tarefas que, de outra forma, não conseguem realizar, as interações são mais visíveis. 

Estas conclusões resultam de experiências que colocaram os animais perante cenários “resolúveis e irresolúveis”, sempre acompanhados de donos que, em situações idênticas, se mostraram atentos e distraídos.

Numa situação, os gatos estavam perto de guloseimas que conseguiam alcançar sem auxílio, em recipientes com a tampa aberta, e noutra estavam junto a guloseimas impossíveis de obter, em recipientes fechados. No primeiro caso, solucionaram o problema e comeram sem prestar atenção à presença dos donos. Já no segundo, pediram ajuda. E faziam-no mais cedo quando a pessoa estava atenta e interagia ou olhava para eles.

“Os gatos exibiram este comportamento marginalmente mais com donos atentos, comparando com donos desatentos, mas apenas durante o teste irresolúvel”, nota.

Até agora, este nível de cognição que se traduz na capacidade de se aproximar e olhar alternadamente entre o recipiente e o humano, para ver se entende o que pretende, só tinha sido verificado com cães e bebés.

O estudo sugere, portanto, que os gatos estão sintonizados com o seu ambiente sociocognitivo e que agem com os humanos de forma intencional para obterem recursos e tendo em consideração a atenção que demonstram.

Acrescenta que as conclusões devem ser “interpretadas com cautela”, mas indica que a atenção dada a um gato pode ser “um importante reforço para a comunicação gato-humano e para o estabelecimento de uma ligação forte entre os dois”.

Carregue na galeria para saber mais sobre algumas raças de gatos e conhecer as suas características.

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