Família

Bowie desfilou na passadeira vermelha. Não havia paparazzis, só os braços da sua mãe

Teve vários tutores, mas nenhum que durasse. Quando encontrou a pessoa "certa", teve direito a um evento à Hollywood.
Esteve perto de um ano e meio no abrigo.

Não são só as celebridades a poder exibir os seus looks na passadeira vermelha. Bowie tinha muito mais para oferecer do que um vestido de um estilista reputado: a felicidade ao caminhar até à sua nova casa.

Rodeado por uma claque efusiva com cartazes estonteantes, onde estavam escritas diversas mensagens de amor, o cão andou nervosamente até aos braços da sua nova “mãe”: “Toda a gente estava a chorar, mas estávamos muito entusiasmadas e felizes por ele. Foi uma maneira muito querida de podermos dizer adeus ao Bowie”, contou Andrea Merrill, a angariadora de fundos do abrigo de animais Whatcom Humane Society (WHS).

Não é costume neste abrigo, situado em Washington (EUA), estenderem uma passadeira vermelha cada vez que os cães são adotados. Mas Bowie era diferente, era uma verdadeira celebridade para toda a equipa: “Ele é um daqueles cães que precisa de uma aldeia inteira para cuidar dele”, esclarece a funcionária.

“Por isso é que as adoções continuaram a não funcionar”: durante cerca de um ano e meio, o abrigo WHS foi o lar de Bowie. Apesar de ter havido diferentes tutores interessados em adotá-lo, nenhum quis ficar com ele durante muito tempo, devido ao seu feitio difícil, mas muito brincalhão: “Precisava de alguém que estivesse disposto a perceber que ele é um cão fantástico e que ainda está a aprender as maneiras”, partilha Andrea Merrill.

Até que finalmente apareceu a sua futura “mãe” e a adoração foi mútua logo desde início. Contudo, Audrey ainda estava na universidade e, por isso, não tinha disponibilidade nem condições financeiras para o adotar.

Quando se graduou e arranjou o primeiro emprego, esse culminar de fatores facilitou a mudança de Bowie para o novo lar: “Foi muito a situação de ‘a pessoa certa encontrou o cão certo'”.

Seis meses depois lá estava a nova tutora de Bowie à sua espera, à porta do abrigo. Mas um cão tão especial merecia uma despedida igualmente mágica. Depois de atravessar a passadeira vermelha e aterrar nos braços da tutora, o cão nunca mais voltou.

Agora dorme debaixo da cama de Audrey, “apesar de ter imensas camas espalhadas pela casa”, adora saltar para a água durante as caminhadas e de salpicar a lama por todo o lado. É um cão feliz e as funcionárias do abrigo onde esteve durante tanto tempo não podiam estar mais contentes

Carregue na galeria para ver algumas fotografias do adorável Bowie.

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