Família

“Cá vamos” e “cá estamos”: os lemas que levam qualquer um à tranquilidade alentejana

Durante a pandemia, Mariana e Pedro decidiram partir paredes. Daí, nasceram os dois alojamentos Hortacasa, em Santiago do Cacém.
Um paraíso no meio do nada.

É a olhar para a água translúcida da grande piscina no pátio, para o sol a bater nas paredes brancas, com retoques de tijolos à espreita, e para o brilho rústico dos móveis em madeira, que Mariana Montalvão recorda o que a levou até ali. Ou melhor, o que levou os seus hóspedes à tranquilidade da Hortacasa.

Tudo começou em 2018 e com figos. Sim, leu bem. A jovem de 28 anos e o companheiro, Pedro Rito, 32 anos, desviaram-se ligeiramente das suas carreiras para vender produtos agrícolas a pessoas conhecidas. Um negócio sem compromisso e sem qualquer promessa de longevidade.

Entretanto, surgiu a pandemia e nem o regime lay-off  impediu que as suas cabeças continuassem “magicar”: “Começámos a pensar no que podíamos fazer, além de estar fechados dentro daquelas quatro paredes. Somos os dois empreendedores e gostamos de dar asas à imaginação”, começa por contar à PiT a empresária e gestora.

A sua mente fê-los viajar do pequeno apartamento onde viviam, em Lisboa, até um casarão em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, “que pertencia a um antigo caseiro”. Já as remodelações do mesmo não se ficaram pelas suas cabeças. O casal teve mesmo de pôr as mãos a mexer.

“Começámos a partir paredes e a ver no Youtube como tudo se fazia. Destruímos a casa toda, até decidirmos contratar um empreiteiro”, descreve Mariana. Passados quatro meses de muita martelada e pincelada, abriram as portas à Cá Vamos – Hortacasa, um alojamento com um quarto, uma sala, uma cozinha totalmente equipada e um grande jardim, com uma piscina de colocar qualquer um a delirar.

Apesar do ano pandémico, Mariana e Pedro, que é engenheiro agrónomo, tiveram uma grande adesão inicial: “Foi um sucesso. Percebemos que havia um nicho de mercado, em que as pessoas procuravam a calma alentejana e rural para fazer férias”.

O casal nunca baixou os braços. Nem mesmo quando chegou o segundo confinamento, em janeiro de 2021. “Decidimos renovar outra casa. Foi aí que surgiu a Cá Estamos”, conta. Esta casa, localizada na mesma quinta, tem dois quartos, uma sala de estar, uma área comum para refeições e uma cozinha totalmente equipada. Os hóspedes também podem usufruir de outra cristalina piscina, assim como de convívios com cheirinho a churrasco.

“Cá Vamos” e “Cá Estamos” podem ser apenas duas frases corriqueiras para a maioria dos pessoas. Mas não para aquelas que já experienciaram a calma transmitida pela Hortacasa. E, especialmente, para aquelas que levaram os seus animais consigo.

A correr, a trepar e a brincar — aqui, os animais são livres

Por entre os ramos da árvore localizada atrás do alojamento “Cá Estamos”, já esteve um coelho a passear. Não era selvagem, apesar de haver desses animais com fartura na quinta, mas sim um hóspede: “As pessoas perguntaram-nos se podiam trazê-lo, e ficaram muito felizes quando dissemos que sim. Adoraram vê-lo a trepar e enfiar-se na toca que existia na árvore”, conta entusiasmada Mariana à PiT.

Apesar de este não ser o coelho branco da Alice, não é por isso que a Hortacasa não é o “País das Maravilhas” para os animais. Will e Santi que o digam. O Golden Retriever de 15 anos já tem pouca força nas pernas para correr para a liberdade que o grande terreno lhe proporciona, mas vê outras qualidades no alojamento rural dos seus donos. Já o Pointer oferecido à empresária, em abril de 2021, e batizado em honra da localidade da quinta, tem energia para dar e vender.

Mariana e Pedro com Will, o anfitrião da quinta.

Will ganha especial afeto com os hóspedes humanos, que não têm problemas em corresponder ao seu pedido de festas no sedoso pêlo bege. Contrariamente, Santi tem preferência nos de quatro patas: “Como ainda não tem um ano, adora brincar com os animais das outras pessoas”.

Mariana, que, antes de conhecer Pedro, tinha fobia a cães, agora adora recebê-los na sua quinta: “Não temos qualquer restrição com o número de animais. Reforçamos é que, se for mais do que um cão, os proprietários têm de ser responsáveis pelos mesmos”, salienta.

Todos os animais são bem-vindos com uma taxa de estadia de 10€. Apenas é pedido que os tutores tenham cuidado com as necessidades dos pets e que tenham atenção para não incomodarem outros hóspedes.

Se ficou com curiosidade em conhecer os alojamentos da Hortacasa, carregue na galeria para ver cada pormenor.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Quinta do Pedro, Bairro da Formiga
    7540-236 Santiago do Cacém
  • HORÁRIO
  • Sempre aberto

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