Família

Cadela de Lula da Silva vai à tomada de posse em janeiro

Chama-se Resistência e foi a mascote da vigília Lula Livre nos 580 dias em que o presidente eleito do Brasil esteve preso.
A militar desde tenra idade.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente eleito do Brasil no passado dia 31 de outubro, quando venceu a segunda volta das eleições presidenciais, vai ter uma convidada muito especial na sua tomada de posse a 1 de janeiro de 2023. Chama-se Resistência e é a cadelinha que “apoiou” Lula enquanto esteve preso.

A patuda, segundo a imprensa brasileira, passou 580 dias no acampamento Lula Livre, em Curitiba, onde Lula ficou detido. Foi a sua mulher, Rosângela da Silva – mais conhecida por Janja – que a viu no meio do acampamento erguido em apoio ao marido. Ao vê-la ao relento, e depois de conhecer a sua história, foi acompanhando a cadelinha e ambos decidiram adotá-la em finais de 2019, quando Lula foi libertado.

É o próprio Lula que conta a sua história. Resistência era muito novinha quando, em abril de 2018, foi encontrada por dois metalúrgicos perto do local onde Lula estava preso. Com o pelo todo embaraçado e muito magra, quase foi atropelada e os dois homens decidiram levá-la para o acampamento onde tinha sido montada a vigília a Lula. Por lá ficou, tendo sido alimentada pelos militantes e vestida com uma bandeira do Partido dos Trabalhadores.

Lula da Silva tinha sido preso precisamente em abril de 2018, por suspeita de crimes de corrupção, e acabou por ser libertado a 8 de novembro do ano seguinte, por decisão de um juiz federal – isto após o Supremo Tribunal ter decretado que nenhum suspeito poderia ser detido enquanto houvesse possibilidade de recurso. E foi também nessa altura que a cadelinha ganhou um lar.

Resistência dá-se muito bem com Paris, a outra cadela do casal – também adotada –, e ambas irão viver no Palácio da Alvorada – residência oficial do presidente do Brasil, que Lula conhece bem, uma vez que já tinha comandado os destinos do país – com os donos a partir do próximo ano. A cadelita magricela tornou-se, assim, uma espécie de Cinderela do mundo animal, diz o “Extra Globo”.

Lula bem acompanhado

Na cerimónia da tomada de posse, Lula da Silva subirá então a rampa do Palácio do Planalto – local de trabalho da presidência do Brasil – acompanhado de Resistência. A ideia de Janja – que casou com Lula em maio deste ano – é que Paris também possa fazê-lo, mas, se não for possível, será Resistência a percorrer esse trajeto.

Nos próximos quatro anos, Resistência e Paris, que surgem frequentemente em fotos com os seus tutores, vão ter um jardim enorme para correrem. Não serão as primeiras patudas a fazê-lo, já que tem sido prática corrente os presidentes do Brasil levarem os seus cães para o Palácio da Alvorada – caso, por exemplo, de Jair Bolsonaro, Michel Temer e Dilma Rousseff.

Os animais são, cada vez mais, encarados como membros da família e um pouco por todo o mundo tem sido habitual vê-los acompanharem os governantes nas suas novas “casas” e em compromissos oficiais.

Percorra a galeria para ver algumas fotos de Resistência e Paris com os seus tutores.

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