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Caruma — a nova casa de vinhos e petiscos chegou à Graça com a mascote Gigi

Abriu em 2022 em Linda-a-Velha e acaba de chegar à capital. A ementa está recheada de petiscos tradicionais e é pet friendly.
A Gigi está sempre por perto.

“Continua exatamente tudo igual. Vinhos e petiscos, exatamente por esta ordem”. É assim que Bernardo Cotrim, um dos responsáveis do Caruma, apresenta o novo espaço que se instalou no bairro da Graça, a 19 de março, vindo de Linda-a-Velha (concelho de Oeiras), terra natal do projeto criado em 2022.

Neste espaço pet friendly, todos os pratos foram pensados exclusivamente para acompanhar a seleção de vinhos — os grandes protagonistas do bar. A ideia nasceu de José Peralta, 39 anos, e Bernardo Cotrim, 36, dois amigos de longa data que seguiram rumos profissionais completamente diferentes. O mais novo tirou o curso na Escola de Hotelaria de Lisboa, trabalhou em França e na Bélgica e quando regressou a Portugal, quis abrir algo por conta própria. Por outro lado, José é licenciado e gestão de marketing, no IPAM, e trabalhou durante vários anos como gestor de produto na área automóvel. O Caruma juntou-os.

Os amigos e agora sócios perceberam que na zona onde cresceram havia pouco oferta de espaços onde pudessem petiscar e beber um copo com os amigos ao final da tarde. Abriram o primeiro espaço em agosto de 2022, mas com o tempo tornou-se pequeno e pouco apropriado para o que sonhavam. Por isso, decidiram mudar-se. A eles juntou-se António Bernardo, também cozinheiro que os acompanhou na vinda para o centro de Lisboa, mais especificamente, “para a porta ao lado da Vila Berta”.

Mantiveram tudo igual, seguiram a mesma linha de decoração e o conceito que funcionava em Oeiras. Desta vez, além de mais espaço e um forno a lenha deixado pelos antigos proprietários, é António, de 28 anos, quem assume a liderança da cozinha. Enquanto isso, Bernardo (embora continue a fazer parte do processo criativo dos pratos) está mais envolvido no aconselhamento dos vinhos e a servir os clientes.

O vinho é indissociável do Caruma, isto porque o projeto nasceu de uma garrafa de vinho tinto, o Tretas, hoje exposta no espaço. “Na altura que consegui o espaço, em Linda-a-Velha, chamei o José para ele conhecer e levei aquela exata garrafa. Enquanto a bebíamos, fomos definindo tudo o queríamos fazer no Caruma”, conta. A esse vinho junta-se uma oferta de 80 referências nacionais à disposição, de tintos a brancos, passando pelos rosés e pelos generosos.

“Temos vinhos de pequenos produtores, de produtores independentes, de vinificações naturais, vinhos de agricultura biológica, com um trabalho de vinha bem feito, sem grandes truques de adega, em que existe um real jogo com a natureza. No fundo, o que oferecemos aos nossos clientes é um trabalho de curadoria”.

No Caruma começa-se pelos vinhos

Assente nesta ideia, normalmente a refeição começa ao contrário. Em vez de escolherem os pratos, começam pelos vinhos. “Temos uma garrafeira com mais de 80 referências, onde os clientes podem simplesmente escolher o que querem beber. Só intervenho caso já tenham optado por algum prato e se não combinar mesmo nada com os aromas que estão a escolher. De resto deixo-os arriscar”, explica o cozinheiro.

Após escolher o que vai beber, pode passar para a carta dos petiscos, que respeita a tradição portuguesa e as temporadas de cada produto. E que por isso vai sofrendo alterações consoante a altura do ano — sobretudo nas guarnições. “Apostámos muito no que é nacional, nos pratos típicos, mas com um toque tanto meu, como do António. O menu surge de um debate contínuo”, adianta o chef.

Por lá pode provar o bacalhau à lagareiro (9,50), ou polvo cozinhado da mesma forma (9,50) e, claro, os peixinhos da horta (6€). Há ainda farinheira com broa e ovo (7,50€), bochechas de porco (10,50€), pica-pau de presunto (6,50€) e cenouras com queijo curado (5€), tem também queijos e produtos de charcutaria para saborear. Os sócios garantem, com orgulho, que todos os ingredientes provêm de produtores nacionais.

O nome, apesar de ter sido pensado pela localização do primeiro espaço, também decidiram manter. “Antigamente estávamos ao lado da mata do Jamor, onde havia muitos pinheiros e o nome foi pensado por isso mesmo. Mas como já fazia parte da identidade do conceito decidimos mantê-lo”, explicam.

O Caruma “abre às horas que todos fecham”, ou seja pelas 15 horas, num convite a quem gosta de almoçar mais tarde, ou petiscar mais cedo na esplanada interior que só quem entra sabe que existe. Quem chega é recebido com entusiasmo pela Gigi, a cadela que se tornou a mascote do espaço. E não é o único pet com direito a entrar. “Somos pet friendly, claro”, dizem os responsáveis à PiT.

Carregue na galeria para descobrir o novo Caruma, no coração de um dos bairros históricos de Lisboa.

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