Família

Chico mantém-se vivo no coração de Pedro Crispim. “Sinto-me tão orgulhoso”

Numa ida com Amélia à clínica da SOS Animal, onde o seu gato também era seguido, o comunicador sentiu-se um “pai babado”.
Amor cúmplice.

“As perdas vão moendo”. É assim que Pedro Crispim fala do luto, numa reflexão onde o seu gato Chico marca, uma vez mais, presença. O consultor de imagem levou a sua gata Amélia à clínica da SOS Animal Portugal, para ser esterilizada, e o amor e carisma de Chico continuam a impregnar todo o espaço e a marcar todos os que o conheceram, o que deixou Pedro de coração cheio. “Saí dali tão orgulhoso. Parecia que estavam a falar de um filho meu, como quando o professor dá um feedback sobre o nosso filho”, afirma.

Francisco – carinhosamente tratado por Chico – era um gato muito amado. Em dezembro de 2022, depois de ter sido adotado há quase 10 anos por Pedro Crispim na associação SOS Animal, ficou doente. Tinha um linfoma. Tanto Chico como o consultor de imagem e comentador televisivo lutaram com todas as armas que tinham contra a doença. Durante quase um ano, Chico resistiu, mas no passado dia 26 de novembro precisou de descansar. Partiu rodeado do amor que nunca lhe faltou junto do “pai”, deixando Pedro Crispim grato pelos anos de companheirismo, mas também muito abalado com a perda do seu amigo.

Agora, num vídeo publicado no Instagram, na quinta-feira, 28 de março, Pedro Crispim fala da “visita” especial que teve de Chico, já que o sentiu em todas as palavras que lhe foram ditas sobre o seu gentil amigo. “Hoje o Chico veio fazer-me uma visita. Gratidão!”, escreveu na legenda do vídeo.

“Hoje foi dia de a Amélia fazer uma visita ao seu veterinário habitual, SOS Animal, que, se vocês bem se lembram do Chico, é uma plataforma de socorro de animais em risco. O Chico foi adotado por mim na SOS Animal. E hoje foi o dia de a Amélia – que não foi adotada na SOS Animal, mas é lá que estão os médicos em quem eu mais confio – ir lá para a sua castração”, explica Pedro Crispim, que é também comentador no “Big Brother Extra”, da TVI.

Chico
Pedro Crispim e Amélia.

O comunicador explica que era chegada a altura de Amélia ser esterilizada. Já tinha “ido às suas vacinas”, mas faltava esta importante intervenção. Tinha sido preciso dar espaço e tempo à partida de Chico e agora o seu coração estava pronto para este novo passo. “O processo do Chico foi tão intenso, tão extenso, tão cheio de camadas complexas de desgaste emocional, para mim, para toda a família… A partida do Chico é algo que ainda tem impacto nos meus dias atuais e penso que é algo que vai fazer parte de mim para o resto da vida”.

A propósito desta questão da perda, Pedro Crispim debruça-se sobre o luto, a dor e o amor, que não tem de ser menor quando se trata de um animal. “Porque o Chico, mais do que um animal… porque parece que minimizamos, não é? Quando existe o luto, a dor e o amor… Como se desse para medir o amor ou desse para pesar a dor. A dor é a dor. O amor é o amor. Aquilo que senti pelo Chico é diferente do que sinto pela Amélia. E aquilo que eu sinto pelo meu pai será diferente daquilo que eu sinto pelo meu irmão e pela minha mãe e pelo meu outro irmão. São amores diferentes, mas é amor, não é?”

“Eu sei que o Chico era um gato. Isso não diminui o meu sentimento”

“Eu sei que o Chico era um gato. Eu sei que o Chico não era uma girafa, sei que o Chico não era uma formiga, nem um urso de peluche. Era um gato. Porém, o meu sentimento não me diminui por vocês me dizerem que é um gato. Eu sei”, afirma.

Pedro Crispim confidencia também, nesta partilha com os seus amigos e seguidores, que os últimos tempos têm sido pesados. “A partida do Chico teve um impacto violentíssimo em toda a família. E esta semana foi também altura de nos despedirmos – nós, a estrutura familiar, nós, amigos – de uma menina, um cãozinho que também partiu. Então, têm sido assim algumas perdas junto dos meus. Junto de mim, junto dos meus. E as perdas podem até não nos matar, mas vão moendo. Porque com estas almas boas, que são estes nossos amiguinhos, parece que parte de nós também vai com eles”, diz.

Após esta reflexão, o comunicador regressa ao tema da ida com a sua gata à SOS Animal. “E então, para não perderem o fio à meada, hoje foi o dia de ir com a Amélia ao veterinário. Ela é super bem cuidada, super mimada, super apaparicada, mas eu ia em nervos – mais do que a própria. E depois de me dizerem a hora para eu buscar a Amélia, de eu ir e de ela estar lá, muito mimada, cheia de amor, com aquela grupeta de médicos e de estrutura administrativa da SOS Animal, é realmente… faz parte de mim, faz parte da minha família. Confio a 100 por cento. Se eu tenho que recomendar alguma estrutura veterinária de médicos especializados, será sempre a SOS Animal. E atenção, não tenho patrocínio nenhum. É mesmo de coração que estou a dizer isto. Já fizeram parte de várias nuances da minha vida e agradeço-lhes sempre o apoio, o carinho e, acima de tudo, o olhar cuidador. Sabem aquele olhar que percebe que nós estamos ali quase a quebrar, quase num choro, e eles nos agarram? Esses laços humanos também são importantes. E eu encontro isso tudo ali”.


“E então eu já tinha a Amélia ali comigo e de repente, além da Sandra, que é a diretora, começam a surgir mais pessoas da equipa que me vêm falar do Chico. E conforme as palavras vão saindo, e eu as vou ouvindo… não preciso dessas palavras para saber o quão enorme o Chico era, mas saí dali tão orgulhoso que parecia que estavam a falar de um filho meu, sabem? Como quando o professor dá um feedback do filho. E os médicos estavam a dizer isso, que o Chico era cheio, que o Chico era carismático, que tinha uma energia que enchia a sala, que era um cuidador – sempre que entrava um animal mais frágil na SOS Animal, mais a precisar de atenção, ele protegia-os logo. Então, o Chico era muito especial. O Chico é especial. E deixou uma pegada em todos nós. E eu fico muito orgulhoso, de facto, de ele me ter escolhido para ser pai, ser tutor. E fui muito privilegiado por ter tido o Chico na minha vida durante 10 anos”, prossegue.

Chico partiu em casa, “seguro e quentinho”

Com a voz serena de quem ama, Pedro partilha um pouco mais do que lhe vai na alma. “Não me arrependo um minuto de todo o acompanhamento, toda a atenção, de tudo aquilo que eu pude disponibilizar para que ele tivesse, de facto, uma vida confortável. Muito pelo contrário. Ele ensinou-me que às vezes o amor também ajuda, também dá colo, também orienta e também acaba por ser casa. E embora o amor não tire os problemas que o Chico tinha de saúde, deu-lhe amparo e ele partiu em casa, seguro e quentinho. E é isso. É bom, não é? É bom”.

“É bom dizerem-nos que alguém que nós amamos, neste caso o Chico, um gato, marcou a vida de tantas pessoas – e depois darem-me um abraço. E eu senti-me abraçado por ele. Porque ele também está ali, está ali um pouco dele em todos nós – na equipa médica, na equipa administrativa, nas pessoas que trabalham na SOS Animal, na minha família, nos meus amigos, e também na Amélia. A Amélia também passou largos meses a partilhar os dias com o Chico, portanto também acredito que exista um pouco dele na Amélia”.

Chico
Com Chico, em dezembro de 2020.

Pedro Crispim remata com a mesma mensagem de amor. “E é isto que eu queria partilhar convosco. Que estou cheio de orgulho, embora tenha sido uma avalanche emocional, que agora até estou aqui a fazer uma pequena paragenzinha para ver se volto enérgico. Mas gostava de partilhar isto convosco porque sei que alguns de vocês também se apaixonaram pelo Chico e pela história do Chico. Obrigado e cuidem dos nossos amiguinhos, está bem? Nós somos as suas vozes”, diz o comunicador.

Após a sua reflexão, segue-se um vídeo de Chico e Amélia, e as saudades apertam em cada amigo e seguidor que acompanhou a história deste gato doce que partiu rodeado de amor. “Obrigado pela partilha, pela dedicação pela enorme elevação com que trata cada membro da nossa equipa. O Chico é amor e vive em tudo o que defendemos e protege-nos. E vemos o Chico em seu pai a cada visita que nos faz”, escreveu a SOS Animal num comentário.

“Chico é amor… eu vi quando o Pedro entrou na sala e o Chico o abraçou… e ali nasceu o Pai do Chico… sei a tristeza que este pai tem no peito de saudade do seu Chico e se há coisa que pode mudar o que está mal no mundo… é o amor. Obrigada por partilhares o teu íntimo em nome dos animais”, reagiu Sandra Duarte Cardoso, diretora da Clínica Veterinária CVS SOS Animal, em Carnide – Lisboa.

Entre os muitos comentários a este vídeo, uma seguidora de Pedro Crispim conta-lhe uma história bonita: “Meu querido Pedro, hoje nasceram três gatinhos da minha Íris. São duas gatinhas e um gatinho. E o gatinho já tem nome: Chico. O teu amor é tão grande que transbordou para todos nós que ficámos apaixonados pelo Chico. O teu filho gato vai ficar para sempre no teu coração. Que bom que sentiste aquele abraço. É tão gratificante ver um ser humano maravilhoso para os meninos. Fica bem”.

Percorra a galeria para ver algumas fotos de Pedro Crispim, Chico e Amélia.

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