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Commander não foi o único banido. Conheça as polémicas dos animais na Casa Branca

Desde 1944, com Franklin D. Roosevelt, os animais são alvos de momentos controversos na residência oficial do chefe de estado.
Commander disse adeus.

Não foi uma, nem duas, nem três. Commander, o Pastor-Alemão “mais novo” de Joe e Jill Biden, mordeu 11 vezes os agentes do serviços secretos norte-americano e outros funcionários durante os cinco meses em que esteve a viver na Casa Branca. O mais recente incidente, denunciado há cerca de uma semana, foi o que motivou o presidente norte-americano a banir o companheiro da residência oficial.

“O presidente e a primeira-dama preocupam-se profundamente com a segurança daqueles que trabalham na Casa Branca e daqueles que os protegem todos os dias”, disse Elizabeth Alexander, diretora de comunicação da primeira-dama, num comunicado enviado à CNN Internacional. “Eles continuam gratos pela paciência e apoio dos serviços secretos e de todos os envolvidos, à medida que continuam a trabalhar para encontrar soluções. O Commander não está atualmente no campus da residência enquanto os próximos passos são avaliados”.

A presidência norte-americano ainda não revelou qual o futuro do Pastor-Alemão. Contudo, não é o primeiro da raça ou da família a gerar polémicas. Nos primeiros dias dos Biden na propriedade, Major, o cão de Joe Biden, também foi banido da Casa Branca após uma série de incidentes. O patudo de três anos teve de regressar a casa da família em Delaware, onde está a ser cuidado por amigos e familiares. E tudo indica que Commander terá o mesmo destino.

Commander foi oferecido a Biden pelo seu irmão, na altura do seu 79.º aniversário. Já Major, foi o primeiro cão resgatado a viver na Casa Branca antes de ter de sair da propriedade. Agora, a gata Willow, resgatada por Jill Biden, é a única de quatro patas a viver na propriedade oficial. Até o momento, ainda não foi alvo de polémicas — é tranquila e só dorme.

Major e Commander não foram os únicos a darem o que falar na Casa Branca. Embora Donald Trump tenha quebrado uma tradição que se seguia por quase todos os presidentes norte-americanos — de ter animais de companhia — os cães, gatos e até répteis dos chefes de estados que o antecederam também foram protagonistas de momentos polémicos.

 

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De Theodore Roosevelt à família Obama

Entre 1901 e 1909, anos em que Theodore Roosevelt assumiu o poder, as controvérsias não foram tantas — mas os animais sim. O ex-presidente norte-americano tinha seis filhos e todos optaram por companheiros diferentes. Na altura, a Casa Branca era um pequeno jardim zoológico e chegou a acolher ao mesmo tempo cães, gatos, cobras, pássaros, porquinhos da Índia e texugos, que se assemelham aos gambás.

Já com Franklin D. Roosevelt, primo de quinto grau de Theodore, a história foi outra. O norte-americano era tutor de Fala, uma Terrier Escocesa, e em 1944, surgiram denúncias que o chefe de estado havia esquecido da companheira durante uma visita que fez nas Ilhas Aleutas, no Alasca. Na altura, o tutor terá enviado navios para resgatá-la, o que acabou por gerar conflitos com a população que o acusou de gastar milhares de dólares dos contribuintes com a companheira.

“Podem-me criticar a mim, à minha mulher e à minha família, mas não critiquem a minha cadela”, disse durante a campanha presidencial de 1944. “Ela é escocesa e todas essas alegações de termos gastado todo este dinheiro deixou a sua pequena alma furiosa”. As declarações ficaram conhecidas como “Fala speech” (discurso de Fala) e alegadamente ajudaram o então chefe de estado na sua reeleição.

Em Washington, há uma estátua de Franklin D. Roosevelt ao lado da companheira de quatro aptas. A dupla foi eternizada no National Mall e a patuda é o único animal de companhia de um presidente norte-americano a ter o próprio memorial no país.

Já em 1964, Lyndon B. Johnson, o 36.º presidente dos Estados Unidos, foi fotografado a levantar os seus dois Beagles, batizados de Ele e Ela, pelas orelhas, o que acabou por irritar os amantes de animais. “É assim que se lida com cães de raça”, comentou o ex-presidente Harry S. Truman na altura.

Lyndon B. Johnson com um dos seus Beagles.

Nos anos 90, a família Clinton mudou-se para a Casa Branca com o gato Socks que, anos mais tarde, deu as boas vindas à Buddy, um Labrador. Apesar de não ter sido alvo de polémicas públicas, a dupla nunca se deu bem e era constantemente vista a zangar-se. “Consegui lidar melhor com os palestinianos e os israelitas do que com Socks e Buddy”, referiu Bill Clinton.

Os animais de George W. Bush também trouxeram paz pelos anos seguintes. O ex-presidente era tutor de três cães e um gato. Um deles, o pequeno Spotty, filhote da sua cadela Springer Spaniel, foi o primeiro animal a viver na Casa Branca durante duas administrações diferentes — nasceu em 1989, quando o vice-presidente era Ronald Reagan, e ficou na residência até a sua morte, em 2004, com o vice-presidente Dick Cheney.

Por fim, a família Obama não teve qualquer animal até as eleições de 2008, quando Barack e Michelle ofereceram Bo, um Cão de Água Português, às duas filhas. A raça portuguesa foi escolhida por ser hipoalergénica (não faz reações alérgicas) devido as alergias de Malia Obama, a primogénita. Mais tarde, Sunny, da mesma raça, juntou-se à família.

De seguida, carregue na galeria para conhecer os animais de alguns dos chefes de estado norte-americanos.

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