Família

Como fazer o luto do pet? Heitor Lourenço conta como superou a morte do seu Joninhas

O ator fará a sua partilha pessoal na palestra “Animais e Pessoas, na vida e na morte”, organizada pela Provedoria de Lisboa.
O ator fará partilha sobre Joninhas.

Quando nos morre alguém querido, o processo de luto é triste, doloroso e inevitável. A noção de que nunca mais haverá um contacto presencial custa muitas vezes a aceitar. E magoa. Para quem ama os seus animais como um membro da família, a vivência da perda é igual, podendo até ser mais dura para muitas pessoas. Algo que leva a que o PAN pretenda que o luto animal justifique uma falta ao trabalho.

É precisamente esse o tema que estará em debate no próximo dia 25, na palestra “Animais e Pessoas, na vida e na morte”, organizada pela Provedoria dos Animais de Lisboa.

“A relação entre humanos e não humanos existe desde há muito tempo e evoluiu tanto ao longo dos anos que estudos recentes atribuem aos animais de companhia o estatuto de elementos integrantes da família, chegando a ser-lhes vinculado o papel semelhante ao de um filho ou de um companheiro”, refere a Provedoria no anúncio do evento.

Por outro lado, acrescenta, “a dor de perder um companheiro não humano parece não reunir consenso, mesmo entre aqueles que assumem gostar de animais e ter uma família multi-espécie”.

Heitor Lourenço
Programa do evento

Para a abordagem destes temas, a palestra contará com a participação do Provedor dos Animais de Lisboa, Pedro Emanuel Paiva, com Sofia Gabriel, psicóloga clínica e mestre em Psicologia Cognitivo-Comportamental, e ainda com o vereador Ângelo Correia.

O evento terminará com uma mesa redonda, moderada pelo psicólogo clínico e forense Mauro Paulino, onde marcarão presença Sofia Baptista, médica veterinária e chefe de divisão da Casa dos Animais de Lisboa – o antigo canil municipal –, e Heitor Lourenço, ma figura pública com grande dedicação e entrega à causa animal.

Joninhas de Heitor Lourenço

O ator irá partilhar, nesta mesa redonda, o seu processo de luto através do testemunho pessoal da sua história e do seu cão Joninhas.

Heitor Lourenço, que partilha da filosofia budista e é vegetariano, opção que tomou precisamente “por causa do sofrimento dos animais”, falou à PiT, no verão passado, sobre Joninhas, que tinha morrido há quase um ano mas que continuava ainda a estar muito presente na sua vida. “Faz muita falta. Ainda hoje, muitas vezes, entro em casa e estou à espera que ele venha ter comigo com aquela cauda a abanar”.

O ator sublinhou, contudo, a propósito desta perda, que prefere valorizar “esse imenso privilégio de estas duas vidas se terem cruzado”.

“Eu cuidei dele de todas as formas que sabia e que não sabia. Ele cuidou de mim de todas as formas que sabia e que não sabia. A tristeza da ausência física claro que existe, mas a oportunidade de duas janelas se terem aberto uma para a outra torna tudo um privilégio”, escreveu o ator no seu post de despedida, a 26 de agosto de 2021.

A palestra é gratuita e decorrerá apenas na modalidade presencial, sendo necessário inscrever-se. É já na próxima quarta-feira, entre as 9h30 e as 13h30, no Auditório CIUL, no Picoas Plaza, em Lisboa.

Percorra a galeria e veja algumas fotos que ilustram a vida de Heitor Lourenço com o seu amigo de quatro patas Joninhas.

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