Para um cão bebé, crescer sem amigos da sua idade é muito triste. Os primeiros meses de vida são muito importantes para a socialização, o que inclui muita brincadeira com outros amigos de 4 patas. Mas, para a Cookie, essa é uma realidade que desconhece. Ainda em bebé, foi recolhida pelo canil municipal de Santo Tirso, e agora está a cargo da associação local à espera de encantar uma família que lhe dê o amor e dignidade de que precisa. Enquanto aguarda, vai brincando sozinha.
Estávamos em meados de fevereiro quando a Associação dos Amigos dos Animais de Santo Tirso (ASAAST) a retirou do canil e a acolheu nas suas instalações. Muito meiga e com dificuldades visuais, adorou conhecer todos os voluntários e adaptou-se muito bem. Mas falta-lhe o contacto com outros cachorros que queiram correr e rebolar com ela.
“Ela brinca sozinha por falta de companhia para a diversão. Os outros patudos já não têm energia para a acompanhar nas brincadeiras”, explica à PiT Rita Sousa, voluntária desde 2006 nesta associação do distrito do Porto. “Durante o tempo em que está solta, a Cookie tenta interagir com eles, mas sem sucesso”, lamenta.
Além de um abrigo dever ser um local apenas de passagem, onde todos os animais aguardam com esperança por uma casa só deles, o caso de Cookie é ainda mais triste pelo facto de os seus companheiros de 4 patas não terem paciência para partilharem brincadeiras e novas experiências com ela.

Cookie tem muito amor para dar
Com seis meses e alguns problemas visuais, a Cookie – que já está esterilizada, vacinada e chipada – precisa de uma família especial que saiba compreendê-la e amá-la com as necessidades que tem.
“É ainda uma cachorrinha, mas a sua vida não começou da melhor maneira. Nasceu com as pestanas invertidas, tinha literalmente pelos dentro dos olhos. É uma cadelinha especial, com dificuldades visuais e neurológicas e também não pode ser adotada por qualquer família, uma vez que exige uma sensibilidade extra”, sublinha a ASAAST.
A Cookie, refere a sua protetora, “tem uma cor chocolate lindíssima, o pelo é fofo e tem um focinho muito expressivo”. É de porte médio e já não vai crescer mais. Só lhe falta uma caminha só dela, num lar de muito amor.
“Os patudos da ASAAST recebem amor, carinho e cuidados veterinários, são socializados e alimentados com o que melhor lhes podemos oferecer. Só serão entregues a quem manifestar vontade e disponibilidade para lhes proporcionar tudo dessa forma”, diz a associação, que o que mais deseja é ver todos os seus protegidos ganharem boas famílias.
Alguém desse lado está disposto a dar a esta amiga de quatro patas um lar para sempre? Se acha que pode ser essa família, contacte a ASAAST para o 919 478 465 e vá visitá-la. Não vai arrepender-se. Percorra a galeria para a conhecer melhor.









