Família

Dante não aguentou o desgosto de perder o dono e morreu dias depois

A história foi contada no Twitter e tornou-se viral em todo o mundo. O cão “morreu de tristeza”, diz o outro tutor.
Victor e Dante.

A fidelidade e o amor de um cão não é novidade para ninguém. Um pouco por todo o mundo, são muitos os relatos que o comprovam e não é à toa que se diz que eles são “o melhor amigo do Homem”. Por vezes, esse amor é tão forte que os patudos são incapazes de lidar com a perda do dono e acabam também por se “deixar ir”.

Foi o que aconteceu com Dante, um Husky de oito anos que não aguentou o falecimento do dono e morreu alguns dias depois. A história foi contada no Twitter pelo outro tutor, que desabafou sobre a morte do companheiro e do cão. Aquilo com que Victor Coronado não contava era que se tornasse viral. A partilha feita a 19 de janeiro contava já, no dia seguinte, com 240 mil likes, e estava no top dos tweets a nível mundial – segundo o trendmaps daquela rede social.

Para Victor, contar a história era importante para honrar a memória deste cão fiel e do seu companheiro, mas nunca pensou viver a onda de amor com que foi recebido no Twitter, com milhares de pessoas a darem também exemplos de situações semelhantes pelas quais passaram. E isso conforta-o.

Victor e o seu companheiro, Eliot Valdenebro, viviam em Hermosillo – capital do estado mexicano de Sonora – e Dante adorava os jovens donos, mostrando uma grande paixão por Eliot. A cumplicidade entre o patudo e os seus humanos era enorme. Mais tarde, Victor ofereceu a Eliot uma cadela da mesma raça, à qual deram o nome de Nova, e que veio alegrar ainda mais a casa. A vida era bonita para os quatro.

A vida a quatro.

Em finais de junho de 2022, esta vida bonita foi bruscamente interrompida. Eliot morreu – Victor não diz a causa.

Numa partilha emotiva, Victor explica como o Husky decidiu “ir atrás” de Eliot. “Hoje vou contar-lhes como creio que o meu cão, Dante, decidiu seguir o amor da minha vida quando este faleceu, e de como se despediu de mim antes de partir”, escreveu.

“No dia em que Eliot faleceu, os nossos cães ressentiram-se imenso. Só me viam chorar. Eu tentava ser forte por eles, mas não conseguia. Até que me sentei junto deles, fiz-lhes festas e disse-lhes que Eliot os amava muito e que, do sítio onde estava, iria cuidar deles. Dante virou-se para me olhar e, literalmente, saíam lágrimas dos seus olhos”, explicou. “Foi impressionante, foi como se compreendesse tudo o que eu estava a dizer”.

Alguns dias depois, Victor regressou ao trabalho – no seu café em Hermosillo, que tem o nome dos dois cães e que é pet-friendly – e no mesmo tweet conta o que sucedeu entretanto. Reparou que Dante estava com dificuldades em andar e ficou preocupado. Levou-o à veterinária, onde lhe fizeram análises e exames para poderem perceber o que tinha. Mas, no dia seguinte, o Husky parecia estar melhor e Victor, quando se despediu dele para ir trabalhar, ficou animado por o ver a abanar-lhe a cauda.

No entanto, seria a última vez que o veria vivo. Victor conta que quando foi a casa ao meio-dia, encontrou Dante sem vida. “Tinha-se ido”, escreveu, usando emojis com expressões de tristeza. “Ele abanou-me a cauda e eu fui trabalhar mais contente porque o vi muito melhor. Mais tarde iriam entregar-me os resultados das análises e achei que nada tinha de mal”.

Dante morreu de tristeza

Segundo Victor, a veterinária disse-lhe que, apesar de Dante parecer estar em perfeito estado – excetuando a apatia –, as análises revelaram muitas enfermidades e que isso se devia ao facto de os cães serem muito sensíveis à dor emocional dos donos e à perda de algum deles.

“A veterinária disse que isto se conhece como ‘morte de tristeza’. As defesas diminuem tanto devido à tristeza que ficam doentes numa questão de dias”, sublinha Victor no seu tweet.

O dono de Dante diz que se sentiu a ficar louco. “Doía-me a alma inteira”. Mas Victor, com o tempo, conseguiu encontrar um “sentido” neste desfecho tão triste. Acha que o seu cão decidiu “acompanhar Eliot na sua outra vida para não o deixar só”. E Nova – que era a menina dos olhos de Eliot e que fez 5 anos no passado dia 28 de dezembro – “ficou comigo”.

Victor com Nova.

“Hoje, Nova e eu somos mais unidos que nunca. Ela acompanha-me para todo o lado e é o amor da minha vida. Sinto que uma grande parte de Eliot vive nela – e ela recorda-me o grande amor que tivemos”, remata.

Victor tem recebido muito apoio de milhares de pessoas que não conhece mas que se solidarizaram com a sua dor. E são muitos os exemplos semelhantes, tanto com cães como com gatos. Porque há animais que nunca recuperam da perda de um amor.

Percorra a galeria para conhecer melhor Victor e Eliot, bem como Dante e Nova.

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