Família

Dar à Pata é sinal de diversão, cansaço e não só. Também de muito conforto e amor

Atividades de estimulação mental, uma piscina para nadar e sofás para repousar. A creche canina da Margem Sul tem tudo.
A mensalidade é a partir dos 50€.

A união de sangue prolongou não só a paixão pelos animais, como originou algo que se focasse em dar-lhes o melhor cuidado. As irmãs Mafalda e Rita Rodrigues têm um grande amor por cães desde pequenas e a vida encaminhou-se de as levar sempre até eles. O destino? Foi a Dar à Pata.

Bonnie é a principal colaboradora da creche canina. A cadela Pastor Belga, “muito beijoqueira”, foi a razão para a fundação do negócio e agora atua como cobaia de todas as brincadeiras que as irmãs oferecem aos seus amigos de quatro patas, que aprova sem qualquer hesitação.

A ideia estava na cabeça e a prática nas mãos. Rita Rodrigues, 31 anos, é formada em etologia canina. Mafalda, 25 anos, em marketing e publicidade. Bastou uma conversa em família para as duas irmãs arregaçarem as mangas e em janeiro que nasceu a Dar à Pata.

Rita e Mafalda deixaram bem claro, pela forma como apelidaram a creche que aqui os cães correm, brincam e cansam-se até se fartarem. Mas, acima de tudo, é um local onde se podem sentir verdadeiramente em casa: “Queríamos criar um espaço de confiança onde o propósito fosse dar as melhores condições e qualidade de vida, que gostaríamos que a nossa cadela tivesse, caso precisássemos de a deixar tanto em regime de creche como ambiente familiar”, conta à PiT Mafalda Rodrigues, responsável pela comunicação da creche.

Um sorriso de orelha a orelha (e com o dentinho de fora).

Charneca de Caparica, no concelho de Almada, foi o sítio escolhido para oferecer essa comodidade aos cães. Mas não é apenas a beleza do espaço da Dar à Pata que fornece essa tranquilidade. A distribuição de sofás com diferentes cores ao longo da propriedade com 2.000 m2 e a piscina dão um verdadeiro tratamento de luxo aos animais.

E não só, também são feitos diversos exercícios de estimulação mental e olfativa. No entanto, a palavra “sujidade” é a que lhes causa maior fascínio. Quando chove, os cães adoram os banhos de lama no jardim.

Os tutores podem levar os seus cães a experimentar a creche durante meio dia, para ver se gostam de lá estar. Porquê meio dia e não um dia inteiro? “Para evitar que se sintam exaustos, pois queremos que associem o nosso espaço a algo positivo e bom, onde vêm brincar e conhecer novos amigos”. As mensalidades da creche poderão ir dos 50€, caso o cão frequente a creche uma vez por semana, aos 150€, se o cão for todos os dias. Já os dias avulsos ficam a 15€ por cão.

A creche não é tudo. Em junho, a Dar à Pata abriu a estadia familiar, com capacidade para, no máximo, seis cães, “para garantir o máximo de qualidade e conforto para cada um deles”. Os pets “ficam alojados numa casa connosco a dormir e durante o dia ficam em regime de creche com a nossa turma”, garante Mafalda Rodrigues.

No caso da estadia, o custo diário é de 22€, garantido que o seu cão tem uma boa noite de sono e bastante relaxada.

Com o curso avançado de etologia canina, Rita Rodrigues fornece também treinos de obediência básica e comportamentais aos cães que assim o desejarem. Além dos avulsos, a 25€, o primeiro, com um total de sete sessões e um custo global de 100€, ensina “os comandos básicos, como o deita, fica, larga, entre outros”.

Já o segundo treino é destinado aos cães cujo comportamento, como o nome indica, deve ser mudado: “como passear com trela, relativizar brinquedos e comida ou outro que os donos considerem que deve ser melhorado”. Este é composto por oito sessões, com o preço total de 192€.

O pai deu-lhes o amor, a mãe ensinou-as a estimá-lo

O bichinho esteve sempre lá, mas foi o pai de Rita e Mafalda que o despertou. “Desde pequeninas que os animais marcam uma forte presença na nossa família”, fosse na quinta onde os avós viviam, no Alentejo, fosse pelos animais que tinham na grande cidade. Era o pai quem lhes incutia este amor e tal contava-se pelo número de patas que tinham em casa.

Já a mãe, ensinou-as indiretamente a “cuidar e a acarinhar outros animais” como se fizessem parte da família. E fazem mesmo, e eles também a tratam como tal.

“Sabemos sempre quando a nossa mãe está a chegar, porque a caturra canta de forma diferente quando ouve o assobiar dela ao fundo da rua”, descreve à PiT a filha Mafalda. Trata-se de Joca, com oito anos, uma prenda oferecida à mãe das irmãs e uma melodia constante na casa da família Rodrigues. Mas não foi apenas com aves que a mãe de Rita e Mafalda lhes ensinou a importância que os animais têm na nossa vida. Também com peixes e tartarugas.

E tal provou-se no momento em que resgataram Júlia, uma tartaruga inofensiva que se encontrava à beira da estrada. Quando passeavam com Bonnie pelo Alentejo, num dia de calor infernal, a cadela aproximou-se para cheirar a tartaruga: “Inicialmente, achámos ser uma pedra por ser tão pequena”.

Quando lhe pegaram, conseguiram perceber do que se tratava. Sem conseguir deixá-la ali sozinha, levaram-na e deram-lhe água e comida. E os laços estabeleceram-se e acabaram por decidir ficar com ela: “Passados meses, [Júlia] está enorme e super sociável connosco”, ri-se Mafalda, a co-fundadora da Dar à Pata.

Carregue na galeria para ver a alegria dos clientes da Dar à Pata e como o cansaço se traduz em felicidade.

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