Família

Doaram 230 mil euros. Clientes ajudam dog café a reabrir as portas

O Boris & Horton foi o primeiro de Nova Iorque. Fechou por dificuldades, mas solidariedade mudou tudo.
À espera de guloseimas.

Os proprietários do primeiro dog café de Nova Iorque, o Boris & Horton, deixaram todos os clientes imensamente tristes quando, em fevereiro, anunciaram que teriam de fechar portas devido a dificuldades financeiras. O que eles não esperavam era a onda de solidariedade que se seguiu. Foi organizada uma angariação de fundos pelos locais e as doações ascenderam, em apenas três dias, a 250 mil dólares (234.750€, à taxa de câmbio atual). Agora, o café já reabriu para grande alegria de todos.

“A reabertura foi quase como que o regresso à escola depois das férias de verão. Estamos cheios de energia e muito empolgados por nos vermos de novo e aos nossos clientes”, afirmou ao “The New York Post” Logan Mikhly, que é coproprietária do café com o seu pai, Coppy Holzman.

Mikhly e Holzman anunciaram o encerramento dos seus estabelecimentos dog friendly, em East Village e Williamsburg, depois de perto de seis anos e meio em funcionamento, por já não estarem a conseguir comportar com todas as despesas. “Tivemos muito sucesso na criação de uma bonita comunidade. Mas ter um negócio na cidade de Nova Iorque, a par com todos os custos adicionais associados ao cumprimento das normas do Departamento da Saúde, ser um estabelecimento dog friendly, staff adicional, loiça e guardanapos, rolos de papel para os descuidos dos cães – tudo isto se amontoa. As nossas receitas eram praticamente iguais às despesas”, explicou Holzman, de 69 anos, ao mesmo jornal.

dog café
Os verdadeiros Horton (em cima da cadeira) e Boris (à direita).

Um dog café especial para todos

Mas o que pai e filha não esperavam era que os locais se juntassem para uma angariação fundos, tendo conseguido reverter a situação. Depois de terem conseguido alcançar a meta de 250.000 dólares a 26 de fevereiro, o café Boris & Horton está de novo a funcionar: reabriu a 11 de março com um novo modelo de negócio para evitar novos apuros financeiros, refere o “Our Town NY”.

Com o dinheiro angariado, os proprietários investiram nas necessárias remodelações em ambos os estabelecimentos – incluindo novo mobiliário, ar condicionado e trabalhos de pintura –, tendo também contratado um gestor geral e um gestor de eventos. Agora, para conseguirem manter os espaços com viabilidade financeira, sugerem que os clientes com cães paguem uma taxa diária de visita, no valor de 10 dólares, e que aqueles que não levam patudos paguem 5 dólares. À noite, os estabelecimentos acolhem agora também eventos de comédia e concursos de cultura geral.

Ambos os espaços têm merchandising, snacks e muitas guloseimas para cães, bem como recantos muito variados para os canitos brincarem. Percorra a galeria e conheça melhor os dois cafés mais frequentados pelos patudos de Nova Iorque – e os seus clientes de duas pernas e quatro patas.

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