Família

Eduardo resistiu a tudo, até à morte dos cinco irmãos. É hora de ser feliz

Era o único sobrevivente de uma ninhada de seis. Depois de passar por muito, estava em Matosinhos à espera de uma boa família.
O merecido final feliz.

“O Edu foi adotado!”. Foi com estas palavras, acompanhadas de emojis em festa, que a protetora Daniela Alex contou à PiT que o jovem patudo resgatado há três meses num estado limite acabava de conquistar uma família. E não há frase que mais alegre um protetor da causa animal do que esta.

Foi na semana passada que Daniela nos contou a história de Eduardo – Edu para os amigos. Tinha sido o único cachorro sobrevivente de uma ninhada no Lindoso, no concelho de Ponte da Barca – distrito de Viana do Castelo. Foi resgatado a tempo de não ter o mesmo fim que os irmãos e ainda conseguiu superar uma doença muitas vezes fatal, a parvovirose. Só lhe faltava um lar de amor.

Quando a protetora de Matosinhos, no distrito do Porto, resgatou alguns dos últimos cães daquela zona de Ponte da Barca, há três meses, percebeu que havia uma nova ninhada. “Aquando do abandono da Tracy e da descoberta das condições em que o Marley vivia, acabei por perceber que havia nova ninhada. Eram pelo menos seis bebés”, explica. “Começaram a desaparecer e os habitantes da aldeia só diziam que eles deviam estar mortos. Não percebia de onde vinham estas certezas até encontrar o Eduardo totalmente inerte”, disse, com tristeza.

“Depois de retirar o Marley da lixeira onde vivia, decidi ir ver os bebés para que estes se habituassem a mim e se deixassem apanhar. Não tinha sobrado nem um, à exceção do Eduardo. Estava num canto, sem força para se levantar e para fugir sequer. Saltei o muro do terreno e enrolei-o no meu casaco”, relatou a sua cuidadora, que vai assiduamente a Ponte da Barca para ajudar os animais daquela zona.

Uma nova vida para Eduardo

Daniela correu para o veterinário com Eduardo e confirmou-se o pior, ao ser diagnosticado com parvovírose. “Ficou internado e saímos de lá com um prognóstico muito reservado e com a quase certeza de que não iria resistir. Mas o menino de olhos doces cor de mel conseguiu resistir e teve alta”, contou, feliz com esta superação.

Entretanto, tinham-se passado mais três meses e o patudo estava a crescer sem uma família. Mas Daniela não perdeu a esperança: “quero acreditar que alguém se vai apaixonar perdidamente pelo Eduardo”. E foi precisamente isso que aconteceu. O Podengo de seis meses foi agora adotado e não poderia estar mais feliz. “Viram a reportagem da PiT e apaixonaram-se por ele. Ele já foi para a casa nova – neste caso, a casa da mãe de um dos elementos da nova família – e na próxima semana vai viver para Sintra”, diz a sua protetora. Percorra a galeria para o conhecer melhor.

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