Família

Este cão acha que é invisível — e isso ajuda-o a lidar com a ansiedade social

Quando Jess adotou Otto, percebeu que ele tinha muito medo de pessoas. Começou a tratá-lo como um fantasma, e tem resultado.
Otto mudou de casa e isso afetou a sua confiança.

Otto é um cão especial. Não só pelas suas qualidades “calmas e fofinhas”, que era tudo o que os seus donos procuravam num animal, mas também porque tem uma característica sobrenatural. O patudo é invisível, e é dessa forma que toda a gente o trata quando está em casa. “Parece triste, mas ele adora”, garante a tutora Jess Bolton.

O cão chegou à vida da Tik Toker em abril, vindo de uma casa que lhe dava muito amor, mas onde o cão de família lhe agonizava a vida.”Foi muito stressante para ele, por isso estava à procura de um novo sítio para assentar”, contou a jovem tutora à revista “The Dodo”.

Jess e o companheiro costumavam frequentar a casa onde Otto morava, e viam que ele era um cão feliz, apesar dos nervos que o outro cão lhe causava. Foi mesmo a mudança de casa a influenciar o seu comportamento. “A mudança detonou a sua confiança, por isso está a levar algum tempo a adaptar-se à nova vida. O nosso papel, neste momento, é mantê-lo seguro e confortável para que ele se habitue a viver connosco”.

Os tutores começaram por recebê-lo em casa da mesma forma como se dá as boas-vindas a qualquer outro cão: com muito carinho e mimo à mistura. Mas isso não pareceu funcionar com Otto. Em vez de o cão abanar a cauda de felicidade, estremecia as pernas de nervosismo.

Tendo já outra cadela ansiosa, Jess, que tem o mesmo nome da dona, os “pais” de Otto já sabiam o que fazer: “A nossa Whippet Jess teve um início de vida difícil, por isso tem demasiadas preocupações. Mas ela saía da casca quando estava perto de companheiros de quatro patas, por isso durante muitos anos procurámos um cão para acrescentar à família”.

Com Jess, Otto parecia entender-se bem, pois são ambos “cães quietos e que adoram aconchegar-se um no outro”. Já com os humanos não se podia dizer o mesmo. Sempre que alguém se aproximava, o cão fugia. Então, Jess começou a usar um truque. A que até pode se pode chamar de magia.

@human.jess Otto the Invisible ❤️ #italiangreyhound #iggy #newdog #seconddog #rehoming ♬ Little Things – Adrian Berenguer

“Nós fingimos que ele não existe. Ninguém olha para ele ou lhe toca sem ele pedir explicitamente para que o façam”. Isto fez com que Otto recuperasse a confiança. Porque, quando acha que é invisível, “anda livremente, fareja tudo sem pensar que está a importunar, explora e brinca”. Já quando quer receber festas, não tem vergonha de pedir. E aí, sabe que é sempre bem recebido e que o seu pedido é correspondido com muito amor.

Além da técnica do fantasma, Jess está a ser aconselhada por um treinador comportamental, para perceber como é que ele “fica feliz quando estão a tomar conta dele”: “Para que lhe possamos cortar as unhas, para que fique confortável no veterinário e para que lhe possamos colocar o casaco para não apanhar frio”.

Agora, o cão fantasma só precisa de tempo para se habituar aos seus novos poderes e ao amor que recebe dos tutores. E terá a cãopanheira Jess para o ajudar.

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