A transição da agitação das grandes cidades para a calma do Alentejo tem o poder calmante. É precisamente esta fuga à rotina que o Monte das Oliveiras, um projeto inserido na aldeia de Glória, a escassos quilómetros da Serra d’Ossa e a apenas sete quilómetros de Estremoz, quer proporcionar às famílias.
A origem do espaço remonta a 1862, data em que a quinta original foi erguida. Durante mais de um século e meio, a arquitetura tradicional testemunhou a evolução da região até que, entre 2015 e 2016, foi efetuada uma renovação profunda pelo arquiteto João Calvino. O resultado traduziu-se num alojamento que, em vez de se assumir como um bloco único, se desdobra pelo terreno, assemelhando-se a um pequeno aglomerado populacional.
“O espaço tem as características de uma pequena vila”, explica Margarida Carvalho, que apoia diariamente na gestão do projeto. Com uma ligação afetiva e profissional de longa data à região alentejana, a família viu nesta quinta a oportunidade de criar algo especial. “A ideia, quando o meu irmão viu o espaço que estava à venda, era proporcionar às pessoas das cidades a possibilidade de descobrirem a maravilha que é o Alentejo quer pela tranquilidade, pela atmosfera ou pela parte cultural e vitivinícola”, sublinha.
Para concretizar esta missão de democratizar o acesso à calma do Alentejo, a estratégia passou por criar um refúgio focado nas famílias portuguesas. “Pensou-se em praticar preços acessíveis porque há espaços fabulosos, mas o português médio não consegue suportar”, detalha Margarida. O conceito resultou e o alojamento é hoje composto por seis casas independentes, cada uma batizada com nomes da flora local, garantindo total privacidade e conforto aos hóspedes.
A oferta começa com as tipologias T1, ideais para casais ou famílias pequenas. A Casa Rosmaninho, com 54 metros quadrados, acomoda até três pessoas, dispondo de um quarto com cama de casal, sala de estar com sofá-cama, casa de banho e uma kitchenette equipada com placa de indução, micro-ondas e frigorífico, ideal para refeições ligeiras. O alpendre privativo convida a serões ao ar livre.
Na mesma linha, a Casa Funcho oferece 69 metros quadrados e difere por apresentar duas camas individuais no quarto, mantendo o sofá-cama na sala e o alpendre. Ambas as casas estão preparadas para todas as estações, com ar condicionado, janelas de vidro duplo e lareiras com recuperador de calor. Um detalhe importante para os tutores de animais é que a Casa Funcho é pet friendly, admitindo até um cão de pequeno porte mediante uma taxa diária.
Para quem viaja num grupo maior, as opções T2 são a escolha acertada, acomodando confortavelmente até quatro hóspedes. A Casa Poejo, com 78 metros quadrados, e a Casa Alecrim, com 50 metros quadrados, partilham uma configuração semelhante, oferecendo um quarto com cama de casal e outro com duas camas de solteiro. A complementar o espaço interior, encontram-se as kitchenettes equipadas, as salas de estar com lareira e os alpendres para desfrutar do final de tarde.
Ainda na tipologia de dois quartos, destaca-se a Casa Madresilva. Com 93 metros quadrados e capacidade para cinco pessoas, eleva o nível da estadia ao oferecer dois quartos com cama de casal, uma cozinha equipada – que inclui fogão com forno e máquina de lavar loiça – e uma sala de estar ampla. Os pátios exteriores desta unidade são o melhor local para pequenos-almoços tranquilos.
A joia da coroa do Monte das Oliveiras é a Casa Eucalipto. Trata-se de um duplex T3 com 125 metros quadrados, capaz de alojar até seis pessoas. No piso inferior e superior distribuem-se os três quartos – dois com cama de casal, incluindo uma Queen size, e um com duas camas de solteiro -, apoiados por duas casas de banho. A cozinha equipada e a sala de estar fundem-se num ambiente familiar, mas é no exterior que a magia acontece. Além do pátio térreo, a casa conta com um terraço no primeiro andar, que oferece uma vista desimpedida para a Serra d’Ossa. “É muito bonita”, confessa Margarida. Esta habitação familiar também aceita a presença de até dois cães.
As casas são apenas o ponto de partida para a experiência. As portas abrem-se para um exterior comum onde o tédio não tem lugar, dado que os hóspedes têm acesso livre a uma piscina exterior, a um campo de ténis, jardins e parqueamento gratuito. A envolvente convida a caminhadas pelas oliveiras, à exploração num passeio de bicicleta e à contemplação de um céu noturno estrelado, longe da poluição luminosa das cidades.
O sucesso do projeto reflete-se na origem dos visitantes. Embora a proximidade traga muitos hóspedes de Lisboa, o alojamento tem sido um íman para o norte do País. “Temos uma grande fatia de visitantes do Porto no nosso espaço. Era um grande objetivo, trazer gente do Norte para o Alentejo para ficar a conhecer a nossa comida e o vinho”, conta Margarida.
A localização – a sete quilómetros de Estremoz e a 40 quilómetros da cidade de Évora, Património Mundial da UNESCO – permite que o Monte das Oliveiras sirva de base perfeita para explorar os encantos da região, desde o Castelo de Estremoz e o Museu do Azulejo, até aos monumentos de Vila Viçosa e Elvas.
Nos planos a longo prazo, está já desenhada uma nova casa, pensada pelo anterior proprietário, e um reforço na sustentabilidade, com a futura instalação de carregadores para veículos elétricos. A possibilidade de vir a servir pequenos-almoços é também uma ambição para elevar ainda mais as comodidades oferecidas.
Até lá, a tranquilidade continua a ser o prato principal servido nesta aldeia privada. As reservas exigem um mínimo de duas noites, com o check-in a acontecer a partir das 15 horas e o check-out até ao meio-dia. Os preços variam entre os 90€ para os T1 e os 220€ para o T3, dependendo da época do ano.
Para estadias prolongadas, superiores a sete dias, é aplicado um desconto de 10 por cento. Camas extra e berços estão disponíveis mediante pedido e disponibilidade, por um valor de 15€ por noite. As reservas e contatos podem ser feitos através das plataformas habituais ou do site próprio da propriedade.
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