Contrariamente ao que alegam vários trabalhadores, emprego e diversão podem ser sinónimos, e os patudos que utilizam pranchas de Paddle para ajudarem cientistas a encontrar animais selvagens na Austrália poderiam testemunhar neste sentido. Os dois cães são membros da equipa do Healeville Sanctuary, e esta habilidade foi-lhes ensinada para que possam encontrar ornitorrincos — animais nativos do País, e em risco de extinção.
Kip, um cão da raça Kelpie Australiano, e Moss, um Labrador, são os mais recentes empregados peludos, que têm auxiliado os cientistas do parque a cumprir as expedições para encontrar ornitorrincos, graças ao seu olfato apurado. Os cães foram apelidados de “Paddle Pups”, ou “Cachorros do Paddle”, avança a ABC News.
A formação dos animais teve início em Gippsland, uma região rural do continente australiano, e foi direcionada num primeiro momento para a identificação de sapos Baw Baw. Com o treino completo, os animais passaram a ajudar os investigadores — para esta missão, tiveram de aprender a equilibrar-se em cima de pranchas de Paddle, para atravessarem os rios e lagos onde vivem os ornitorrincos, e provaram maior talento do que a equipa esperava.
La Toya Jamieson, trabalhadora do parque e responsável pelos cães, afirmou que os biólogos ficaram “positivamente surpreendidos com a rapidez com que aprenderam a movimentar-se nas pranchas para detectar os ornitorrincos”. “Ficam muito entusiasmados por fazê-lo”, acrescentou.
Kip e Moss juntaram-se a mais três cães que cumpriam já este trabalho no rio Coranderrk Creek, mas são os únicos que juntaram Paddle ao seu leque de especialidades. O principal propósito dos animais é ajudar os pesquisadores a aprender mais sobre as preferências comportamentais dos ornitorrincos, explica o santuário nas redes sociais. O papel tem-se revelado uma mais valia, por permitir que sejam alcançados espaços apertados, que não são acessíveis a pé. “Eles garantem-nos uma forma de percebermos como é que os ornitorrincos estão a usar o seu ambiente, através da localização dos seus sistemas de tocas naturais”, esclarece a responsável.
Esta espécie selvagem é descrita pelos investigadores como “única”, e estes creem ser essencial protegê-la e ao habitat que ocupa, sendo esta conservação o objetivo final da ação com os patudos.
La Toya Jamieson avança ser “muito divertido pôr os cães nas pranchas”, e garante que eles gostam tanto de o fazer quanto a equipa. O treino implica treinos especiais ainda em terra, e requer também que os tratadores aprendam a ensinar os cães, interpretando os sinais que os animais dão enquanto se movem pela água.
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