Família

Estudo: em Portugal, os pets já não são “o animal lá de casa”. São família

Os animais de companhia ocupam, cada vez mais, um lugar central na vida emocional das famílias portuguesas e influenciam as decisões do dia-a-dia.

Em Portugal, os animais de companhia são, para a esmagadora maioria dos tutores, membros da família. E isso está a mudar tudo: rotinas, consumo, prioridades e até a forma como olhamos para o bem-estar.

A conclusão é do estudo Pet Pulse Insights – Laços, Rotinas & Consumo, desenvolvido pela agência de comunicação e marketing UPPartner, que visa “compreender como os animais de estimação estão a transformar a forma como vivemos, trabalhamos e consumimos”.

“Os animais de companhia ocupam hoje um lugar central na vida emocional das famílias. 95% dos tutores consideram o pet parte da família. O vínculo afetivo é transversal: os tutores integram o animal nas rotinas, reorganizam horários e reconhecem impacto direto no seu bem-estar emocional. Esta humanização reforça o papel do animal como coprodutor de felicidade e equilíbrio no lar”, revela o estudo da UPPartner.

Esta tendência não é exclusiva de Portugal. Segundo a Boston Consulting Group, cerca de 80% dos tutores consideram os seus animais membros da família – uma perceção reforçada após a pandemia e pelo aumento de lares sem filhos.

Outros estudos internacionais, revelam que a convivência com animais traz benefícios comprovados. O Human Animal Bond Research Institute mostra que 74% dos tutores sentem melhorias na saúde mental e 85% afirmam sentir-se menos sozinhos. Já um estudo da Mars Petcare confirma o impacto direto dos pets na redução da ansiedade e do isolamento social, reforçando o seu papel como aliados do bem-estar humano.

Ligação que se reflecte no dia-a-dia

Uma das ideias-chave do estudo é simples e poderosa. Para a maioria dos inquiridos, o animal de companhia não é um complemento da família, é parte dela. E esta ligação emocional profunda reflete-se em decisões do dia a dia: “Os animais influenciam rotinas, horários, decisões de lazer e até escolhas habitacionais”.

Não é difícil reconhecer este cenário: férias planeadas a pensar no cão, horários ajustados por causa do gato, fins de semana que incluem passeios, parques ou visitas ao veterinário. O pet deixou de se adaptar à vida da família – é a família que se organiza à volta dele.

A presença de um animal de companhia transforma rotinas e hábitos familiares. Em Portugal, o estudo “Strategies for the Improvement of Pet Health and Welfare in Portugal” mostra que os tutores adaptam horários, hábitos e tempo livre às necessidades dos pets – acordando mais cedo para passear o cão ou ajustam o trabalho para cuidar do gato.

Além disso, os animais participam cada vez mais vida social dos seus tutores. Passeios, cafés e hotéis pet-friendly tornaram-se comuns e há uma procura crescente por alojamentos adaptados. Cães e gatos deixaram de ser apenas companhia doméstica para se tornarem parte ativa da rotina pública e familiar.

Comer bem deixou de ser só uma preocupação humana

A alimentação é um dos espelhos mais claros desta mudança. Segundo o Pet Pulse Insights, quase todos os tutores recorrem à ração seca, mas muitos complementam com alimentação húmida, snacks funcionais e até refeições caseiras.

“A escolha alimentar é cada vez mais consciente, informada e emocional”, sublinha o relatório. Ingredientes, benefícios nutricionais e impacto na saúde contam, e muito. O preço deixou de ser o único fator decisivo. Tal como acontece connosco, comer bem passou a ser sinónimo de cuidar melhor.”

Carregue na galeria para conhecer as principais conclusões do estudo Pet Pulse Insights – Laços, Rotinas & Consumo.

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