Família

Faruk tem 16 anos e viu o dono morrer em casa. Quem o adota e volta a fazê-lo feliz?

Cresceu rodeado de silêncio por o tutor ser surdo. Quem o ajuda a esquecer a violência de assistir à morte de quem amava?
Vai ficar sem casa.

Faruk é um gato meigo, mas neste momento só consegue mostrar medo. Todo o seu mundo ruiu, com a morte do dono, e agora está sozinho numa casa – em Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa – de onde vai ter de sair no final do mês. Mas irá para onde?

É a esta pergunta que a protetora da causa animal Shandra Almeida quer dar resposta. “O Faruk tem 16 anos e era o gato da mãe do António. Após a morte da mãe, o António ficou com o Faruk. Os dois partilhavam a mesma casa e o Amónio raramente saía devido à sua deficiência – era surdo –, pelo que o Faruk não ia ao veterinário. Mas o gato era tudo para ele”, explica Shandra à PiT.

“O Faruk um gato que cresceu numa casa silenciosa, pelo facto de António ser surdo”, diz ainda. E assim foi vivendo a sua vida, num ambiente de grande tranquilidade, até que, em meados de dezembro, o pior aconteceu.

Na semana passada, conta Shandra à PiT, “o INEM e a polícia tiveram que arrombar a porta de casa, pois o António deixou de atender o telefone. Foi encontrado sem vida”. “Toda esta situação foi de extrema violência para o Faruk. Eu tenho lá ido cuidar dele, mas no final do mês a casa será entregue ao senhorio”, sublinha a protetora, que anseia como presente de Natal uma boa adoção para este gato.

Faruk está em choque

O processo para retirar o corpo “foi muito violento para o pobre Faruk, tão habituado ao silêncio reinava na casa”. E hoje, contou com tristeza a protetora num post publicado a 17 de dezembro, “encontrei um Faruk deitado na cama do seu melhor amigo, triste, deprimido, que foge a qualquer contacto humano”.

Faruk aparenta estar bem de saúde, mas Shandra sublinha que o levará ao veterinário antes de ir para uma casa nova. “Era tão bom que aparecesse alguém aqui de perto”, diz a cuidadora, que apela a uma adoção nas zonas de Lisboa, Loures, Vila Franca de Xira ou Sintra. “Eu levarei ao veterinário e ajudarei no que for necessário”, acrescenta.

Na quarta-feira, dia 20, quando Shandra voltou a ir visitar Faruk, encontrou o mesmo cenário desolador. “Continua assustado e triste, agarrado à manta que coloquei na sua cama e que pertencia ao António”.

Quem ajuda este gatinho a superar esta tristeza e a dar-lhe todo o amor e carinho que merece até ao fim? Se for essa pessoa, contacte Shandra Almeida – será uma grande alegria poder mudar a vida agora tão sem sentido de Faruk.

Percorra a galeria para conhecer melhor este miau doce e dê-lhe uma oportunidade. Os gatos são muito apegados às suas rotinas e aos donos, podendo mesmo deixar de comer e morrer se não voltarem a sentir um ambiente familiar e ter uma casa a que chamem sua. Ajude a salvar Faruk.

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