Família

Final feliz. Pétia já apareceu e o Sr. Armando voltou a sorrir

O gato esteve desaparecido durante um mês, em Lisboa, e regressou a casa pela janela por onde tinha saído. Alegria total.
O final desejado.

Eram quase três da manhã. Mas, nestas coisas do amor e da alegria, não há horas – especialmente para dar boas notícias. E, por isso mesmo, a PiT não estranhou a mensagem feliz, às 02h40, de Armando Mamede Marques: “o gatinho Pétia regressou a casa”.

Por aqui não conhecíamos o Pétia pessoalmente, mas também estávamos ansiosos para que aparecesse rapidamente. Depois de o Sr. Armando nos ter contado, numa voz tão esperançosa, que todos os dias ia à procura do seu grande amigo, todos nós ficámos ligados a este jovem gato. E todos nós rejubilámos agora com a notícia.

Hoje a angústia deu lugar ao alívio. Acabaram-se as buscas, o Pétia está de novo em segurança. “Regressou a casa pela varanda de onde tinha saído”, explica o Sr. Armando, visivelmente feliz.

Armando, de 69 anos, vive sozinho e a sua grande companhia é o Pétia. A cumplicidade entre os dois sempre foi enorme, a ponto de o felino dar patadinhas ao dono quando ele se demora mais ao telefone. “Começa a dar com a patinha, como que a dizer ‘já chega, estou aqui’”, contou o seu tutor à PiT quando estava ainda desesperadamente à sua procura.

A fuga aconteceu no passado dia 24 de julho, na Rua Antero de Quental, em Arroios – Lisboa. “Ele ficou temporariamente em casa do meu filho. Eu vivo no Feijó, a minha casa está em obras e fiquei em casa de uma familiar e deixei o Pétia em Lisboa. Mas ele estava habituado a ter acesso a um terraço e não deve ter gostado de se ver fechado. Assim que teve uma oportunidade, escapuliu-se pelo telhado e nunca mais foi visto. Nunca esteve em contacto com este território, está decerto muito assustado”, disse então o seu dono, com emoção na voz.

“Ele nasceu a 28 de março de 2020, em plena pandemia. Era de uma ninhada lá da zona. O meu filho é que é o detentor, mas durante a pandemia ficou boa parte do período de confinamento comigo e também levou o gato”. Que nunca mais de lá saiu. “Ficou a viver comigo”, contou à PiT.

Agora que regressou, a principal preocupação era saber se estava tudo bem com ele. E, felizmente, está. “Ele está bem e limpinho, embora um bocadinho mais magro” – algo que facilmente se resolverá com os mimos e petiscos que voltou a ter à disposição.

Para Armando, “o Pétia é tudo”. “Eu vivo sozinho e o Pétia é a minha grande companhia. É a minha família. A minha casa somos eu e ele – somos os dois”. E agora voltaram a ser os dois.

Percorra a galerias para ver algumas fotos deste gato meigo e do seu orgulhoso tutor.

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