Família

Guinness encontra o novo maior gato do mundo. Para o tutor já é o quarto recorde

O gato com a maior cauda do mundo também vive nesta casa. E os dois recordistas anteriores morreram num incêndio em 2017.
Fenrir mede 47,83 centímetros.

É oficial: há um novo recorde de maior gato do mundo, atribuído pelo órgão oficial das mais inusitadas metas perseguidas por pessoas (e, neste caso, animais) singulares, o Guinnes World Records. Fenrir, um gato Savannah — raça descendente de felinos africanos, mas já considerada doméstica —, mediu, a 29 de janeiro de 2021, 47,83 centímetros. Agora, foi finalmente considerado o maior gato (vivo) do mundo, para a edição de 2023.

Para o médico do Michigan, Estados Unidos da América, William John Powers, ter um gato recordista mundial já não é novidade. Esta é a quarta vez que os seus felinos são distinguidos. O gato doméstico com a maior cauda do mundo também vive nesta casa que parece talhada para acolher recordistas de quatro patas. Altair, um Maine Coon cinzento, tem uma cauda que se estende por 40,83 centímetros.

 

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Recordes com propósito

O gato que ainda detém o recorde de maior felino doméstico do mundo é o falecido Arcturus, um gato Savannah com um comprimento de 48,4 centímetros. O mesmo acontece com o Maine Coon Cygnus, cuja cauda — também a maior da história do Guinness World Records — atingia os 44,66 centímetros. Foram ambos os primeiros recordes de William Powers, que tinha como missão angariar fundos, através destas distinções, para o abrigo que presidia na altura.

A 12 de novembro de 2017, William acordou com a sua casa a arder. Apesar de todos os esforços, Arcturus e Cygnus não foram salvos. “Fiz tudo o que pude: tentei apagar o fogo, chamei o 112, procurei-os por toda a casa o máximo que consegui. A casa estava com tanto fumo, que eu não conseguia vê-los. Desmaiei e caí no chão. Quando acordei, percebi que, se não saísse dali, ia morrer. Abri todas as janelas e portas para que eles pudessem sair. Mas, depois, os bombeiros chegaram e tiraram-me dali”, recorda, amargurado. “Fiquei de coração partido. Não tenho palavras para descrever, mas não estive bem durante muito tempo depois disso; não consegui trabalhar durante muito tempo”, acrescenta, emocionado.

“Eventualmente, comecei a ultrapassar [o trauma] e senti saudades de ter gatos”, conta Will. Foi assim que, sem substituir os entes queridos de quatro patas que perderam as suas vidas no incêndio, adotou Fenrir e Altair, ambos, respetivamente, da mesma raça dos anteriores. E, curiosamente, eram, também ambos, irmãos dos dois gatos falecidos de Will — e herdeiros dos dois recordes.

Carregue na galeria e conheça os dois novos gatos recordistas do mundo.

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