Hugo van der Ding está de luto. O artista recorreu às redes sociais esta quarta-feira, 4 de março, para partilhar com os seguidores a perda de Madame Koziu, que passou os últimos 14 anos ao seu lado.
O escritor de 49 anos, cujo nome real é Hugo Sousa Tavares, referiu-se à patuda como sua “amiga”, e descreveu o papel que esta teve na sua vida nos últimos anos, mantendo o texto no presente, apesar da patuda ter morrido. Durante o tempo que passaram juntos, moraram em quatro casas diferentes, onde a existência de um espaço com sol foi imprescindível, já que dormir ao sol “é a segunda coisa preferida da Madame Koziu”. A primeira, conta, “é arrancar os olhos dos bonecos da sua vasta coleção”.
A terceira atividade favorita da gata, adianta o também ator e cartunista, que ficou conhecido pela rubrica de rádio “Vamos Todos Morrer”, é dormir na cama do tutor, “mas só no inverno”. “Aliás, cá em casa, o Inverno começa do primeiro dia em que ela se deita na cama e a Primavera começa no primeiro dia em que dorme numa almofada velha e rota no escritório”, acrescenta.
Ver essa foto no Instagram
O apresentador do podcast “Vamos Viajar na Maionese” diz ainda ser a quarta coisa favorita da felina — uma conclusão a que chega pela presença constante de Madame Koziu, que o acompanha a tomar o pequeno-almoço, a tomar banho, a desenhar, e a escrever (facto que a tornou merecedora de aparecer nos agradecimentos dos livros publicados pelo dono).
Os livros de Hugo van der Ding não são a única faceta do seu trabalho à qual associa a presença da gata. Também durante a pandemia, quando cumpriu a sua rubrica da Antena 3 em casa, Koziu passava as três horas do programa a ouvi-lo.
O criador de “A Criada Malcriada” conta ainda que a felina nunca se mostrou zangada quando demorava a regressar a casa, como afirma ser “moda dos gatos”. Talvez a patuda não se importasse genuinamente ou, como explica o locutor, talvez estivesse apenas à espera dos bonecos que lhe levava quando se demorava.
Depois de 14 anos juntos, chegou o momento da despedida, durante o qual a patuda foi testemunha das lágrimas do tutor pela última vez, que observou “com os olhos muito abertos, levemente chocada pela maneira tão pouco subtil que os humanos têm de exprimir sentimentos”.
Hugo van der Ding conta, por fim, que partilhava com a patuda a brincadeira de lhe perguntar o que faria sem ele. Esta quarta-feira os papéis reverteram-se. “Hoje sou eu que não sei o que farei sem ela”, conclui.
Entre personalidades conhecidas e seguidores que o acompanham, o apresentador recebeu vários comentários de apoio. “Sei tão bem. Dói a níveis irracionais. Love you meu amor, passei por isso há pouco tempo (dose dupla). Se te apetecer conversar … estou aqui”, escreveu Rita Ferro Rodrigues, que nos últimos seis meses perdeu Toby e Matias. Também Catarina Furtado e Ana Markl deixaram os seus sentimentos, a primeira com um coração, e a segunda com um “abraço apertado”.
De seguida, carregue na galeria para recordar alguns momentos da família de Rita Ferro Rodrigues, que perdeu dois patudos recentemente.










