Há várias formas de lidar com o luto animal. Alguns preferem doar tudo aquilo que pertencia ao falecido patudo, outros fazem um memorial para manter a memória viva. Kris Stewart optou pela segunda, mas foi além — decidiu clonar Bear, o seu Ragdoll que morreu em 2022 após um acidente de trânsito. O resultado? Tem agora dois gatos com o seu ADN: Bear Bear e Honey Bear.
Natural de Kelowna, no Canadá, a primeira tentativa de clonar o Ragdoll aconteceu em fevereiro de 2022, um mês após a sua morte. Kris teve conhecimento da Viagen Pets, uma empresa especializada em clonagem de animais, e não pensou duas vezes antes de enviar o ADN do antigo companheiro. No entanto, na altura, foi informada para ser paciente porque a clongem não é um processo rápido.
A empresa norte-americana fez uma transferência de embrião para uma barriga de aluguer felina no outuno e no verão passado, porém, ambas as tentativas foram um fracasso.
A Viagen explica que um animal clonado é o gémeo idêntico do anterior, mas nasce numa altura diferente. E o processo ocorre como uma fertilização in vitro — os especialistas preparam os embriões num “prato” e colocam-nos no útero de uma mãe de aluguer. A empresa usa um óvulo de um animal doador e remove o núcleo, adicionando as milhões de células da biópsia do animal.
“Senti simplesmente que o Bear precisava viver mais”, partilhou a tutora ao canal televisivo CBC. “Ele foi o animal mais inteligente que já tive, e tenho animais desde os meus dois anos de idade”, partilhou, acrescentando que está “emocionada” com os novos bebés, que já mostram comportamentos semelhantes ao de Bear.
Depois de dois anos à espera, este mês Kris recebeu uma surpresa: não apenas um clone do companheiro, mas dois. As crias já estão no novo lar e portam-se como o antigo companheiro. Afinal, partilham o ADN.
Mesmo após as tentativa sem sucesso, a canadiana não desistiu. “A clonagem de gatos aparentemente leva algum tempo. Não é incomum ter várias tentativas para garantir que os embriões se possam transformar em fetos e se tornarem gatinhos”, disse a tutora ao canal televisivo CTV em 2023. “Os gatos, aparentemente, são mais difíceis de clonar do que os cães e os cavalos. Portanto, tenho paciência”.
O procedimento para clonar um cão ou um gato custa 50 mil dólares (46 mil euros), mas para Kris o valor elevado nunca foi o principal problema. “Chamem-me de péssima administradora de dinheiro, mas quando se trata do cuidado e do bem-estar dos meus animais de estimação, nem vejo o preço”, garantiu.
Agora, com os dois clones de Bear, não poderia estar mais feliz. “São os dois muito parecidos com o Bear. Costumava descrevê-lo como um sacana atrevido e ousado e estes dois são exatamente assim”, disse, entre risos.
De seguida, carregue na galeria para conhecer a família felina de Kris.









