Inês não liga muito a futebol, mas Tomás, o namorado, é “fanático do Benfica”. Ele e os cães que aproveitam o ecrã gigante do Tia Beijinha para ver a bola. “Há muitos clientes que nos procuram porque sabem que nós temos o ecrã e que podem ver os jogos de futebol aqui. E é muito habitual virem com os seus cães para aqui”, conta, divertida, Inês Beijinha, a jovem que dá nome ao pet café aberto em Coimbra em março de 2020.
“Abrimos as portas no mês em que arrancou a pandemia. Foi uma pontaria um pouco assustadora”, reconhece Inês, 33 anos, que chegou a estudar Engenharia Civil na universidade, antes de trocar as obras pelos patudos. “Aquilo não era para mim”, admite. Fez uma formação de auxiliar de veterinária, trabalhou em clínicas, fez pet sitting e decidiu, em conjunto com o namorado, abrir o café.
“Queríamos fazer um espaço acolhedor e informal. E é assim que gostamos de olhar para o Tia Beijinha. Conhecemos todos os clientes, gostamos de criar uma relação com toda a gente, até porque como estamos localizados numa zona muito residencial de Coimbra, perto de um parque, é natural que a vizinhança seja frequentadora do café”, conta à PiT.
Inês e Tomás estão juntos na vida e também atrás do balcão. E ainda na cozinha. “Temos sempre um prato do dia, algo simples mas saboroso, que é feito ou por mim ou por ele. Depois temos petiscos, sandes, aquelas coisas simples e rápidas”, conta. Para os patudos, “há sempre água fresca e um biscoito de boas vindas”.
Mercearia animal
Os pets não se podem queixar. O Tia Beijinha fornece-lhes caminhas para estarem confortáveis e brinquedos. E há ainda “uma pequena mercearia para os animais”, onde os tutores podem comprar biscoitos, ração e outros produtos para serem consumidos no local. “Assim que entram no café, os animais começam logo a puxar a trela para irem lá à mercearia. É muito divertido, porque eles sabem que ali é que é o sítio preferido deles”.
Apesar da pandemia, o negócio está a correr bem, assume Inês. “Em Coimbra não há muita coisa que seja pet friendly e, portanto, as pessoas aderiram muito bem”, conta à PiT. A convivência entre animais tem sido, até ao momento, pacífica. “É uma questão de bom senso. Pedimos aos clientes que tragam os animais pela trela e esse respeito tem existido. Mesmo os nossos clientes que não têm animais vêm cá, sentem-se bem e acabam por fazer festas aos cães que por cá andam”.
Nala, a cadela adotada de Inês e Tomás, e que herdou o nome do Rei Leão, é a mais apaparicada por quem frequenta o estabelecimento. “Ela tem três aninhos, está sempre connosco e são os clientes que tomam conta dela. É a rainha do pedaço”. Mas o Tia Beijinha é pet friendly e não só dog friendly. “Temos também clientes com gatos e já cá tivemos uma tataruga e até um porquinho da Índia, que ficou numa cadeirinha, muito sossegado”.
Uma verdadeira arca de Noé imortalizada na Parede da Fama. Em tempo de redes sociais, animais que entrem no Tia Beijinha são logo fotografados e expostos na sala. São uns vaidosões…
Percorra a galeria e conheça o espaço e alguns dos animais que são visita de casa.







