Quando a família Paz deixou Amesterdão, nos Países Baixos, para trás, tinha um objetivo em mente: encontrar uma quinta num lugar mais tranquilo, longe das grandes cidades. Na altura, Liam era ainda pequeno, mas os pais, Yariv e Brenda, começaram a pesquisar terrenos em Portugal e Espanha.
“O meu pai foi quem procurou o terreno, viu mais de 120 propriedades em Portugal e Espanha antes de encontrar a ideal”, começa por contar Liam Paz, atualmente com 22 anos. “Na altura, os meus pais estavam fartos da cidade e queriam uma vida mais tranquila, ligada à natureza.”
Foi em Grândola que Yariv, de 50 anos, e Brenda, de 53, encontraram a nova casa, há cerca de 10 anos. A propriedade principal, porém, não estava apta para habitar e os três decidiram criar um refúgio temporário num espaço que servia, antigamente, de estábulo para cavalos.
“Era lá que dormíamos, enquanto a casa era remodelada e o telhado era construído”, recorda. “Demorou cerca de meio ano para termos um teto decente. Pode parecer estranho vivermos tanto tempo num estábulo, mas foi muito tranquilo e nada mau”, brinca.
Aos poucos, a família também começou a crescer. Pela região, o trio deparava-se constantemente com animais que não estavam a receber os devidos cuidados — chegou a acolher alguns deles, enquanto outros tiveram de ser comprados.
No início, acolhiam cães, gatos, cabras e outros animais de quinta. Mas há cerca de seis anos, chegaram as estrelas da quinta: as alpacas. O interesse pela espécie já era antigo e, em viagens passadas, a família já tinha visitado algumas quintas de alpacas na Europa e no Médio Oriente.
“Percebemos que eram, sobretudo, utilizadas para a reprodução e produção de lã”, lamenta. Com o passar do tempo, a família começou a acolher e a resgatar alpacas utilizadas por estas indústrias. Hoje, já têm mais de 20 à quinta no Alentejo.
“A maioria veio de locais de produção ou de jardins zoológicos. Algumas delas, claro, nasceram aqui e, por isso, nunca passaram por maus-tratos”, aponta. “Algumas alpacas estão um pouco traumatizadas, mas nós, aos poucos, vamos amansando-as, alimentando-as à mão e tentando acariciá-las.”
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Paralelamente, o trio decidiu também recuperar um edifício no terreno e transformá-lo num alojamento rural. Em 2022, inaugurou a Mama Adama — Alpaca Farm and B&B, um hotel com cerca de 12 quartos e experiências ligadas aos animais.
No terreno, a família tem ainda uma zona dedicada a eventos, onde é possível fazer casamentos ou atividades em grupo mais intimistas.
Para quem quiser apenas conhecer os animais, também é possível. Diariamente, a quinta organiza tours pelo terreno, com a possibilidade de alimentar as alpacas e os outros residentes.
“A maioria das pessoas que aqui vêm são casais ou famílias, porque é uma atividade onde estão em contacto com a natureza”, afirma. “Não temos computadores, nem muita tecnologia, por isso as pessoas vêm ver os animais e respirar ar puro.”
As tours diárias custam 15€ para adultos e 10€ para miúdos. Caso prefira passar a noite no alojamento, as diárias começam nos 45€ por pessoa. As reservas podem ser feitas online.
Carregue na galeria para ver algumas fotografias da Mama Adama — Alpaca Farm and B&B.








