Entre o término do secundário e a entrada para a faculdade que implicou grandes mudanças, Teresa Oliveira não encontrou tempo para se dedicar à marca Nicoland, que fundou em 2021, com 15 anos. Agora, porém, o cenário é diferente: não só o negócio voltou a funcionar, como tem novos contornos solidários.
A criadora explica à PiT ter-se afastado da produção entre 2023 e 2025 devido à falta de tempo. Agora tornou-se cuidadora de uma colónia de oito gatos em Vila Real, tendo até já conseguido uma adoção. Além disso, menciona “alguns cães” que vivem na rua e que também ajuda. “Quero ajudar os que apareçam no meu caminho”, diz. Para garantir os meios necessários para os alimentar e esterilizar, decidiu voltar a pegar na loja, que mantém os modelos que já tinha e traz novidades.
Os clientes podem escolher entre bandanas (dos 7 aos 15 euros), laços (dos 5,50 aos 7 euros), colares pet (dos 6 aos 12 euros), trelas (dos 10 aos 25 euros), brinquedos, entre outras opções.
Um marca solidária, criada por uma miúda de 15 anos
Teresa Oliveira decidiu avançar com o seu próprio projeto. E tudo começou, claro, com uma patuda. Liya era a cadela da família e a jovem já produzia alguns acessórios, como laços e bandanas feitos de roupas velhas. No entanto, no fim de 2020, Liya adoeceu e não resistiu.
“O luto não foi fácil e eu precisava de algo para ocupar a cabeça”, começou por contar à PiT a jovem. “Apesar dela ter morrido, o gosto por ver os meus animais com roupinhas e acessórios continuou o mesmo, e até ficou maior. Então, pensei ‘porque não fazer para os outros patudos?’”, acrescenta. Assim, em maio de 2021, fundou a Nicoland, e frisa que a loja lhe “deu motivação”. Tinha 16 anos.
No começo, porém, Teresa só fazia acessórios de grooming, como as fitas de cetim e os apliques. Contudo, com o tempo, foi expandindo o projeto. Hoje em dia, já faz laços, bandanas, coleiras, peitorais, entre outros acessórios.
“Utilizo tecidos que compro numa loja de confiança. Tenho alguns tipos, como poliéster, bombazina, algodão, tecidos acetinados… Uso fitas de nylon no interior dos equipamentos de passeio para dar mais resistência, e cordas para as coleiras e trelas de macramé”, explicou.
Atualmente, a jovem e a família são tutores dos cães Mico, um rafeiro, Lord, um Labrador, Nico, um Pinscher, e dos gatos Tom e Fred. No coração, além de Liya, levam também Nina, uma gata que desapareceu há cerca de dois meses.
O gosto pela costura surgiu desde cedo na vida da jovem, que aprendeu a arte com a avó. Quando miúda, começou a aprender a fazer roupas para as bonecas, e aos 11 anos, já sabia utilizar a máquina de costura. Com a mesma idade, deu início a criação dos primeiros acessórios para Liya.
O responsável pelo nome do projeto é o Pinscher Nico, que está na família há cerca de três anos. “Antes de vir viver connosco, ele morou em três casas em apenas quatro anos. Ele era sempre despejado pelas famílias devido ao seu comportamento”, contou Teresa. Hoje, Nico faz parte da grande família da jovem e é um dos modelos da loja.
Carregue na galeria para ver alguns dos produtos disponíveis na Nicoland. As encomendas podem ser feitas na página de Instagram.








