A Madeira tem agora um novo espaço para exercitar a criatividade. Chama-se Terracotta Ceramic Café e abriu portas no Funchal, a 2 de fevereiro, com um conceito que junta cerâmica artesanal e gastronomia num só espaço.
A ideia surgiu com Mai Ibrahim Mohamed e Adel Hussein Aly, casal egípcio, natural do Cairo, de 38 e 39 anos, que decidiu recomeçar a vida em Portugal. A mudança para a Madeira foi motivada pelo desejo de dar aos filhos um ambiente mais seguro, acolhedor e tranquilo — e, também, pela vontade antiga de viver numa ilha.
A proposta nasceu de forma muito natural. Mai é ceramista e Adel é chef. Juntando talentos, paixões e muita vontade de criar algo especial, pensaram num espaço onde a terracota fosse o fio condutor: um lugar para reunir família, amigos e criar memórias. Ambos têm formação em gestão, experiência que hoje aplicam num projeto mais pessoal.
O conceito do Terracotta é simples. “É só entrar, escolher a sua peça e divertir-se a pintar enquanto come ou bebe algo. Focámo-nos na qualidade em vez da quantidade, por isso o menu não é muito grande e damos prioridade à apresentação, desde a forma como servimos a comida até às cores vibrantes”, explica Mai.
A carta traz opções como panquecas de pistácio e mirtilo (8,50€), panquecas de caramelo e banana (7,50€), tosta de ovos mexidos (8,50€), tosta caprese (7,50€), brioche de salmão (10,50€) e omelete francês (9€).
Além da pintura livre, o espaço oferece a possibilidade de criar peças de cerâmica de raiz, workshops, noites temáticas, celebrações de aniversário e ainda sessões que combinam arte com degustação de bebidas.
Os preços são pensados para diferentes públicos. A pintura varia entre 15€ e 35€, consoante a peça escolhida, enquanto a criação de cerâmica do zero custa 30€ por duas horas. Para participar nas atividades, basta entrar em contacto por mensagem no Instagram ou por email. Tudo descomplicado, como o ambiente do café.
A resposta do público tem sido animadora. “Estou muito feliz. Não estava à espera de tudo isto”, confessa a proprietária, ainda surpreendida com o entusiasmo à volta da abertura. Em apenas dois dias, o projeto alcançou mil seguidores, um número que diz muito sobre o apelo do conceito junto de residentes locais e turistas.
A decoração é também um reflexo da alma do projeto. “Tudo é feito por mim com barro terracota. Sou apaixonada por este barro e crio todas as peças e canecas em que servimos a comida, por isso, cada vez que vier, o cliente será servido numa caneca artesanal diferente”, afirma Mai.
O espaço é acolhedor e intimista. Tem cerca de 40 metros quadrados, com capacidade para 20 pessoas sentadas, que podem ainda levar os seus animais de estimação.
Para o Dia dos Namorados, 14 de fevereiro, há um workshop por 45€ por pessoa que inclui pintura ou criação de uma peça à escolha, um prato do menu e uma limonada cor-de-rosa. Meio café, meio atelier, o Terracotta tem vindo a tornar-se um espaço de encontro, de pausa e de criatividade para quem gosta de aventurar-se por experiências diferentes.
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