Entre os prédios altos, as avenidas e o trânsito, a cidade de Nova Iorque é também um destino turístico que conta com as habituais carruagens puxadas por cavalos. A metrópole norte-americana pretende que os animais passem por uma inspeção veterinária, no sentido de assegurar que estão a receber os devidos cuidados. Uma decisão que está a ser contestada pelos condutores.
O New York Post avança que a medida pretende testar a presença de drogas nos corpos dos cavalos e assegurar que não têm feridas ou que sofrem algum tipo de abuso. O incumprimento da inspeção ou a conclusão de que os animais são mal tratados significa a perda da licença para os condutores das carruagens.
A decisão foi tomada pelo ex-presidente da câmara da cidade Eric Adams, horas antes de o seu sucessor Zohran Mamdani tomar posse no início de 2026. Semanas antes, a cidade contratou o veterinário Kraig Kulikowski para realizar os testes. O profissional tentou recolher amostras de sangue de doze cavalos de três estábulos diferentes, mas foi impedido pelos donos.
Num primeiro momento, o mesmo afirmou ter-se deparado com cicatrizes nos animais, consistentes com equipamento mal ajustado, que “implica alguns sinais de abuso”, adiantou ao New York Post o deputado Randy Mastro. “Existe um direito de cumprir os exames, e agora os donos das carroças têm um aviso completo das suas ações caso continuem a obstruí-lo”, disse o político.
John Samuelsen, presidente do sindicato que representa os condutores das carruagens, assegurou que o grupo “não tem nada a esconder” e que “colaboraria com uma inspeção verdadeiramente independente de uma equipa veterinária afiliada com as principais universidades”. Contudo, alega que o médico contratado pela cidade posiciona-se ativamente contra a indústria.
De facto, Kraig Kulikowski tem servido como o principal veterinário para o santuário Equine Advocates, um santuário de cavalos sem fins lucrativos que protesta contra a prática dos animais a puxar carroças nas cidades. Ainda assim, a cidade assegurou que este era o único profissional com as competências necessárias para o trabalho.
Os exames começam em fevereiro, e os condutores que recusarem cooperar correm o risco de ter as suas licenças suspendidas ou removidas.
Carregue na galeria para conhecer as carroças elétricas utilizadas em Bruxelas.








