A curiosidade de entrar num cockpit que tantos viajantes sentem não será um desejo por cumprir para Marshall. O patudo começou a acompanhar o tutor nas sessões de voo com apenas nove semanas de idade, demonstrando um talento natural para ser co-piloto, uma função que mantém até hoje (e que envolve sobretudo sestas longas, festas, e vistas interessantes).
Ed Foley, piloto e co-fundador da empresa de cibersegurança norte-americana Tellemica, recebeu o patudo em agosto deste ano, alguns meses após a morte das suas duas cadelas. A primeira a partir foi uma Buldogue Inglesa que, conta o tutor online, “era fantástica” e “viveu uma vida longa”. “Era um sonho meu tê-la no avião, mas na altura em que me dediquei mesmo a voar ela era tão velha e tinha tantos problemas de mobilidade que não me pareceu a decisão certa”, conta.
A segunda patuda a falecer foi uma Pastora Alemã que, conta o estadunidense, era ótima com o núcleo familiar, mas mantinha-se alerta com pessoas de fora. A patuda sofreu com uma doença motora degenerativa que comprometeu a sua qualidade de vida, levando os tutores a tomar a decisão de a eutanasiar.
A receção de Marshall não foi inteiramente planeada. “Jurámos que não íamos receber mais cães. Foi muito e muito rápido, mas depois Marshall nasceu”, conta Ed. “Conhecemos o criador e tínhamos pensado noutro cão, mas conhecemos a ninhada quando tinham um mês, e foi como se Marshall nos escolhesse”, acrescenta.
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O cão chegou à família com oito semanas de vida. Completadas as nove semanas, subiu ao céu com o tutor, que documentou o processo nas redes sociais. Nos vídeos, o patudo aparece a seu lado com proteções nas orelhas, bocejos longos e um ar constantemente descontraído. “No primeiro teste que fiz com ele, ele portou-se muito bem”, adiantou ao The Dodo. “Desde aí, tem estado sempre entusiasmado para andar no avião. Ele salta para o meu colo e fica muito animado”, acrescenta.
Quando chega o momento de voar, Marshall salta para o seu assento no lado direito do avião, e passa a maior parte do tempo com o nariz junto à janela admirando a vista, ou a dormir pequenas sestas com o focinho no colo do dono. “Ele tem sido um campeão, totalmente”.
O entusiasmo é essencial, mas a segurança vem em primeiro lugar. “Eu tenho um arnês especial para ele, e tenho uma peça separada que conecta ao cinto de segurança, quer ele esteja no carro ou no avião”, assegura Ed, que garante ainda que as orelhas do patudo estão “cobertas e protegidas”. “Eu só garanto que ele está feliz e confortável”, acrescenta.
O tutor avança que a presença de Marshall mudou a sua vida para melhor, e diz sentir que as sessões de voo criaram um “laço muito forte” entre os dois. “Estou ansioso por continuarmos a voar juntos”, comenta.
Carregue na galeria para conhecer o Golden Retriever e o tutor. FALTAM CROPS









