Família

Ollie arranjou nova família no Pinder. E já não vai andar às turras com a irmã Kika

Os dois gatos irmãos estavam sempre a atacar-se. A dona pô-los para adoção na nova plataforma da PiT. Tudo resolvido.
Os dois gatos que viraram inimigos depois de anos a serem irmãos.

Foi Ollie quem teve de sair. Mas não saiu obrigado, muito pelo contrário. O gato de seis anos e a irmã Kika não se falavam e mal se podiam ver à frente. Há muito tempo que dormiam em quartos separados, e obrigavam os seus tutores a fazer o mesmo. Isto não era vida para ninguém, mas, felizmente, o gato encontrou um final feliz.

“Arranjámos uma família para o nosso Ollie. Já o deixámos na nova casa. Custou, mas temos a certeza de que ficou bem entregue”, começa por contar Catarina Lopes à PiT. Foi com grande tristeza que a tutora dos dois irmãos felinos tomou a decisão de abdicar de um deles. Mas teve de ser.

Já não é a primeira vez que a jovem de 28 anos recorre a esta solução. Antes, ela e o marido costumavam ter mais uma gata, Cerejinha, mas acabou por não ficar muito tempo. Quando o segundo filho de Catarina nasceu, esta mudou completamente o seu comportamento com os dois irmãos, algo que foi irreversível e que a obrigou a arranjar uma nova família.

Em dezembro de 2022, tiveram que fazer outro pedido de ajuda. Desta vez, para doar Ollie ou Kika: “Não conseguimos escolher, pois são família. Aquele que arranjar primeiro um lar é o que vai”, garantiu à PiT, na altura em que os colocou para adoção no Pinder, a nova plataforma de adoção responsável.

Ollie foi o grande escolhido. No início, estava “um pouco assustado”, mas acabou por se acalmar quando chegou à casa nova. “Explorou a casa, comeu e ficou a esfregar-se no novo tutor e a fazer ronron”, descreve Catarina.

Ollie recebeu muito mimo antes de ir para a nova casa.

Foi através do artigo da PiT e do registo no Pinder que Pedro Malaia conheceu Ollie. O homem de 37 anos não resistiu à fotografia do gato, quando viu a publicação no Facebook a divulgar a sua história: “Adotei-o para poder ter companhia e ajudar, de alguma forma, quem precisasse”, esclarece à PiT.

Apesar de Ollie ser o primeiro membro de quatro patas da casa, Pedro é um grande amante de animais. Quando se mudou do Algarve para Lisboa, deixou o gato Atum para trás. Agora, está muito contente de ter um novo felino para o entreter, apesar de ainda estar “em modo de adaptação”: “Notou-se logo uma evolução nas primeiras horas, por isso acho que, numa semana, já estará habituado à mudança”.

Catarina partilha do sentimento de Pedro, sabendo que esta foi a melhor decisão que podia ter tomado: “Fiquei aliviada. O novo tutor dele mostrou-se disponível para o irmos visitar quando quiséssemos”. Não deixa, no entanto, de confessar alguma tristeza: “Custou-me muito. Mesmo muito. Senti que ficou parte de mim lá”.

Uma nova vida também para Kika e o resto da família

Foi no nascimento do primeiro filho de Catarina que começou a picardia entre Kika e Ollie. “Nessa altura, começaram a dar-se mal. Bufavam um para o outro, mas toleravam-se”. Entretanto, Cerejinha foi embora e os dois arranjaram um equilíbrio pacífico, mas nada voltou ao mesmo.

Não podiam estar um com o outro, que se atacavam logo, e Ollie começou a ficar agressivo até com os donos: “A veterinária explicou-nos que pode ser das mudanças. Da chegada dos miúdos, do barulho e do stress que trazem… A casa também é pequena e não há grande sítio para eles se esconderem, para estarem sossegados, disse à PiT.

Por isso, tiveram literalmente de os separar, como se faz aos miúdos pequenos. Os dois passaram a dormir um em cada quarto, impedindo até Catarina de dormir com o marido: “À noite, eu durmo com os miúdos e a Kika. O meu marido fica com o Ollie”, explicou.

Agora, Kika poderá andar pela casa toda à vontade. A gata e os miúdos, que viviam num medo constante de que os dois arranjassem forma de se encontrar e de se atacar.

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