Família

Os amantes de gatos são mais espertos que os de cães? A polémica continua

Um estudo diz sim, mas os veterinários têm dúvidas. Facto: os tutores fazem as suas escolhas de acordo com a sua personalidade.
Facto ou crença?

Quem é mais inteligente? Cães ou gatos? A pergunta sempre se fez e serviu, muitas vezes, para discussões acaloradas em jantares de amigos, ou mesmo para partilhas em redes sociais. E vai continuar a fazer-se. Mas agora pode juntar-se outra questão: afinal, quem é mais inteligente e esperto: os amantes caninos ou os felinos? A resposta pode não ser linear.

Ao longo dos anos, tem havido diversos estudos que atribuem características de personalidade aos donos de cães e gatos. Por exemplo, os primeiros foram sempre relacionados à sociabilidade e lealdade. Já as pessoas de gatos estão associadas à independência e curiosidade.

Ainda que tudo isto seja geral, há uma conclusão que agrada a uns e incomoda a outros: os tutores de gatos são mais espertos do que os de cães. Esta é, pelo menos, a conclusão de um estudo científico produzido pela Carroll University, em Wisconsin, nos Estados Unidos da América (EUA), em que os tutores de gatos  tiveram uma pontuação mais alta nos testes de inteligência, em comparação aos donos de cães.

Apesar do estudo, a experiência de quem lida com gatos todos os dias têm dúvidas quanto aos resultados e à sua legitimidade. “Não conheço o estudo pormenorizadamente, mas acho difícil e arriscado tirar conclusões dessas. O que se pode dizer, com alguma certeza, é que os tutores de gatos são normalmente pessoas mais calmas, mais caseiras, mais dadas a atividades intelectuais“, explica à PiT Joana Valente, médica veterinária especializada em medicina felina na AniCura Alma Veterinária.

A profissional sublinha que, pelo contrário, “as pessoas que gostam de animais e que são mais ativas, gostam de sair, ir correr, ou fazer caminhada, escolhem normalmente cães, que são animais mais ativos“. “Pela minha experiência em contexto clínico, isso parece-me evidente” mas não creio que possamos dizer que uns são mais inteligentes do que os outros”, disse, concluindo, aliás, que “dentro da mesma casa os dois elementos do casal têm temperamentos diferentes e também, muitas vezes, preferências diferentes no que toca ao animal de estimação”.

Dos 600 inquiridos no estudo norte-americano citado, 60% identificava-se como tutores caninos e 11% como tutores felinos. Os restantes disseram que tanto gostavam dos dois animais, como de nenhum.

O coordenador da investigação, Denise Guastello, um professor de psicologia, referiu que as pessoas têm tendência a preferir um animal que mais se adequa com a sua personalidade.

E que traços de personalidade são esses? Descubra-os na galeria abaixo e tire as suas próprias conclusões. E depois, olhe, partilhe-os nas suas redes sociais ou utilize-os a seu bel-prazer no próximo jantar de família ou de amigos. E em dezembro não vão faltar oportunidades…

 

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