Família

Os cães têm as suas pessoas favoritas. Como é que as escolhem?

O olhar e expressão corporal transbordam de amor. Afeto, cuidados e atenção são chave desde o início da relação.
A cumplicidade de um amor mútuo.

Todos nós temos a nossa pessoa favorita. É como se fosse um prolongamento de nós e chegamos a identificar-nos a ponto de lhe dizermos “you are my person” — é disso exemplo a relação das personagens Meredith Grey (Ellen Pompeo) e Cristina Yang (Sandra Oh) na série “Anatomia de Grey”.

E sabia que com os cães é igual? Também eles têm a sua pessoa favorita. Normalmente amam toda a sua família, mas há aquele elemento especial que olham com verdadeira devoção. Como é que essa escolha é feita?

Nem sempre o principal cuidador é a pessoa favorita do cão, já que muitos fatores entram em jogo para a “escolha”. Por exemplo, se um patudo entra numa família ainda cachorro, o mais provável é que ganhe maior ligação e vínculo ao tutor que perde horas de sono para lhe dar atenção e carinho, especialmente nos primeiros dias – e noites -, quando tudo é novo (e assustador, por vezes) e sem a companhia da sua mamã.

Estes gestos não serão esquecidos, já que o cão bebé “transfere quase sempre o afeto que sentia pela mãe e irmãos para o humano disponível, que dá atenção, limpa, alimenta e pega ao colo”, sublinha a “Cães Online”.

“Muitos cães criam uma relação íntima com quem cuida deles durante o período de socialização, que ocorre entre o nascimento e os seis meses de idade. É durante essa altura especifica do desenvolvimento que os nossos patudos absorvem as suas primeiras experiências sociais e moldam a sua personalidade, sendo que é um período cujas circunstâncias e interações influenciam o resto das suas vidas. É por isso que é tão importante garantir que seu cachorro tenha interações positivas com uma ampla gama de pessoas, lugares e coisas”, corrobora a médica veterinária Helena Ferreira num artigo na Barkyn.

Em animais adultos, o processo de socialização e adaptação a experiências e pessoas continua, mas não numa taxa tão elevada ou intensa, acrescenta Helena Ferreira, salientando que “a disponibilidade e a atenção prestada é muito importante para a criação de um laço afetivo com um cão”. “Mas é igualmente importante que as interações e associações sejam positivas. Ou seja, queremos que o nosso patudo nos associe a memórias e experiências felizes e positivas. Queremos ser associados a brincadeiras”.

Em resumo, os principais aspetos a ter em conta são: a pessoa com que mais socializam desde cedo, o nível de atenção e afeto que lhes é dado, e as associações positivas (levar em passeio ou dar recompensas quando se portam bem, por exemplo).

Assim, se quiser ser a pessoa favorita do seu cão, uma das melhores coisas que pode fazer é passar pelo menos meia hora com ele, focado em atividades entre os dois. Este tempo pode ser passado a brincar ou a ter uma sessão de treino, por exemplo.

São todos estes fatores que irão contribuir para sermos ou não a pessoa favorita dos nossos amigos de quatro patas.

Mas há mais: a raça também tem o seu peso. Algumas raças caninas tendem a escolher apenas um tutor. É o caso de animais mais independentes, habituados a atividades isoladas, como os cães de pastoreio.

Cães das raças Basenji, Shiba Inu, Cairn Terrier e todos os galgos (Whippet, Greyhound, etc.) quase sempre se vinculam a uma única pessoa favorita: é o líder da casa, ou pelo menos o parente que eles entendem exercer o papel de chefia, refere a “Cães Online”.

Percorra a galeria para ver se reconhece aquele olhar tão especial que eles são capazes de nos dar.

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