Família

Ozzy encontrou a família ideal. Pitbull “condenado à morte” no Porto já parece outro

Também já ganhou massa muscular e está a dar continuidade aos treinos. Agora, é "filho único" e vai receber muito amor.
Está muito feliz.

É uma daquelas notícias que muitos estavam à espera de e finalmente chegou. Ozzy, o Pitbull que foi “condenado à morte” após ter mordido a irmã canina na antiga casa, encontrou agora uma nova família. A notícia foi avançada pela ComRaça — Equipa de Resgate Animal, que desde o início fez de tudo para salvá-lo.

“Já está um cão totalmente diferente”, garante à PiT Ana Pinto da Costa, fundadora do grupo de resgate em Matosinhos, no Porto. A nova família não tem outros animais e Ozzy ganhou “uma casa enorme só para ele”. O Pitbull foi submetido a uma reabilitação apoiada por vários amantes de animais que se comoveram com a história e agora, continuará os treinos ao lado dos novos tutores.

“Ele engordou e recuperou massa muscular”, partilha a voluntária. “A nível comportamental, também já está um animal mais equilibrado e feliz. Fez uma pequena reabilitação connosco e agora irá dar continuidade com os adotantes”.  O patudo não escondeu a alegria quando conheceu os novos responsáveis e encheu-lhes de beijinhos.

Ozzy com a nova família.

A história de Ozzy veio à tona após a associação ter recebido um pedido de ajuda. No passado, os voluntários já tinha conseguido dar uma segunda oportunidade para outro cão com o mesmo problema, além de estarem há vários meses a ajudar Pesca, uma cadela da raça que foi submetida a vários treinos.

“O Ozzy teve o azar de ser comprado por donos que não sabem educar e compram apenas pela raça, pelo estatuto, pela imponência”, lamentou Ana na altura, acrescentando que o cão nunca teve “a estabilidade, orientação, estímulos mentais e treinos” que seriam necessários para ser “um animal equilibrado”.

Sem receber os cuidados de que precisava, tornou-se num “cão frustado” e acabou por morder a irmã canina com quem sempre conviveu. “Os tutores do Ozzy não têm como separar os dois, não têm muitas posses monetárias para treinos e querem dá-lo a outra pessoa”, afirmou. Durante algum tempo, porém, os donos e familiares suportaram as despesas do patudo e as doações também ajudaram.

Para ajudar a ComRaça com os cuidados de Ozzy, pode fazê-lo através do Mbway (916669044) e IBAN (PT50019300001050275854261). A associação está disponível no Instagram e Facebook.

Conheça a lei

A legislação portuguesa divide estes animais em duas categorias: os perigosos e potencialmente perigosos. Na primeira, inserem-se aqueles que tenham mordido, atacado ou ofendido o corpo ou a saúde de uma pessoa; tenham ferido gravemente ou matado outro animal fora da propriedade do detentor; tenham sido declarados como tal pelo seu detentor à junta de freguesia da sua área de residência ou tenham sido considerados como tal pela entidade competente devido ao seu comportamento agressivo ou especificidade fisiológica.

Já os segundos, são os que, “devido às características da espécie, comportamento agressivo, tamanho ou potência de mandíbula, possam causar lesão ou morte a pessoas ou outros animais”. Entre eles, encontram-se Cão de Fila Brasileiro, Dogue Argentino, Pit Bull Terrier, Rottweiller, Staffordshire Terrier Americano, Staffordshire Bull Terrier e Tosa Inu.

A lei obriga que estes cães sejam conduzidos por uma pessoa maior de 16 anos. O uso de açaime é obrigatório, bem como a circulação na via pública com trela curta, até um metro, fixa à coleira ou peitoral. É preciso ainda adotar medidas de segurança reforçadas nos alojamentos, como colocar vedações com, pelo menos, dois metros de altura.

A seguir, carregue na galeria para ver a nova vida de Ozzy.

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