Família

Paty já sentiu duas vezes a dor do abandono. Para quando o seu “feliz para sempre”?

Tem 10 anos, mas a idade não lhe retira a jovialidade do coração. Meiga e sociável, procura um lar com raça.
É uma ternura.

Há cães que nunca saberão o que é ter uma casa. Uma família onde são acarinhados, passeados e cuidados como todos os patudos devem ser. Para esses, que morrem nas ruas ou num abrigo após anos à espera de serem adotados, o “vamos à rua” é uma expressão que desconhecem. Depois há aqueles que já souberam o que isso é, mas que, por alguma razão – na maioria das vezes, “simplesmente” deixaram de ser especiais –, ficaram sem a coleira e a trela que tanta alegria lhes deu.

É o caso de Paty, uma cruzada de Podengo que, com os seus sete quilos, cabe em qualquer colo de amor. Mas o seu amor “para sempre” tem teimado em não chegar.

Enquanto espera, tem o carinho dos voluntários da associação da Póvoa de Lanhoso que a acolheu – e todos têm esperança de que em breve possa vir a ter o seu final feliz, junto de uma família que não a vai deixar para trás. Para tal, já foi também registada na PiTmatch, a nova plataforma da PiT de adoção responsável.

Paty sabe bem o que é a dor de perder uma casa. Aconteceu-lhe não uma, mas duas vezes. “Esta pequenota foi abandonada há alguns anos. Entretanto um senhor adotou-a, mas depois alegou que, por motivos de saúde, já não poderia ficar mais com a ela. Claro que não poderíamos ficar indiferentes e acolhemos esta princesa linda”, contam à PiT os responsáveis do CAPA – Clube de Adopção e Protecção de Animais da Póvoa de Lanhoso.

“Está connosco desde o ano passado”, sublinham os elementos desta associação do distrito de Braga. “Continua à espera da sua família e do seu lar”. Ninguém desiste e todos acreditam que isso acabará por acontecer.

Paty é de porte pequeno e, embora não aparente, tem já 10 anos, dizem os seus protetores. “Quem a acolheu decidiu que não poderia ficar mais com ela. Custa muito mais quando já se sentiram a alegria de ter um lar”, lamentam. “Vive agora numa box fria e pequena de canil, chorando de noite sem o calor humano. Esta cadela merece uma história de vida mais feliz”.

Os protetores do CAPA só têm elogios a fazer-lhe: “é de uma meiguice muito grande, sociável com outros animais – cães e gatos – e muito calma. Só pede um pouquinho de atenção e um cantinho quentinho”. “Alguém desse lado se rende a este sorriso lindo?”, apelam.

Paty será entregue vacinada, com chip e esterilizada. Dê-lhe uma oportunidade e vá conhecê-la. Quem sabe se não regressa a casa com esta amiga de quatro patas? Percorra a galeria para saber mais sobre ela.

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