Família

Reforço positivo. Estudo revela que cães preferem festas do que petiscos

Investidores concluem que há maneiras mais eficientes de recompensar o amigo de quatro patas do que apenas com comida.
Guloseimas, mas não só.

Sempre que um cão está em treinos, para adquirir novas competências ou aprender ‘truques’, a maioria da comunidade ligada ao comportamento animal defende o reforço positivo – ou seja, recompensar o patudo quando está no caminho certo e nunca o castigar quando não “atinge os objetivos”. Uma equipa de investigadores do Departamento de Etologia da ELTE Eötvös Loránd University, em Budapeste (Hungria) analisou mais a fundo o efeito das recompensas nos cães e chegou a conclusões importantes: um cão pode aprender com mais rapidez se, em vez de obter apenas snacks, for elogiado e receber festas.

O estudo, publicado na revista “Scientific Reports”, incidiu sobre 24 cães com idades compreendidas entre um e nove anos – 11  de diferentes raças e seis sem raça definida (SRD, o chamado rafeiro) – e teve uma única metodologia: os treinadores de cães ensinavam novos comandos para truques que os animais já conheciam. Exemplo: para que o cão levantasse a pata e tocasse na mão do treinador, foi usado o comando em inglês “high five” em vez da versão familiar em húngaro (“pacsi).

Cada um dos cães – 11 machos e 13 fêmeas – teve duas sessões de treino. Na primeira, mais permissiva, recebia muitos elogios e festas, além da guloseima, e os treinadores nunca os repreenderam. Na segunda sessão, o método de ensino foi mais controlado: não incluiu louvores nem carícias, além de que os treinadores ralhavam quando o comportamento era o errado, e só recompensavam o cão com um snack.

Cães aprendem e dormem melhor com elogios e festas

As conclusões foram claras: o desempenho dos cães, em matéria de aprendizagem, foi muito melhor na primeira sessão de treino – o que revela que os elogios e as festas fazem toda a diferença e que não é apenas um snack que muda as coisas.

Além da relação entre emoções e aprendizagem, os investigadores também estudaram o seu sono. Depois de cada uma das sessões de treino, os cães dormiram no laboratório de sono do Departamento de Etologia da universidade, tendo sido testado o êxito dos patudos na aprendizagem de novas palavras para os comandos antes e depois de dormirem. O sono dos cães foi analisado através de eletroencefalogramas que analisaram a função cerebral relacionada com a consolidação da memória.

Os resultados mostraram que a sessão “controlada” induziu maior stress nos cães – que procuraram mais a proximidade com os seus donos e que dormiram mais depois do treino, confirmando assim que o sono tem um papel muito importante no processamento das emoções.

Percorra a galeria e conheça melhor algumas raças de cães e as suas características.

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