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Restaurante A Minha Avó apadrinhou Luz, uma porca do santuário Save and Care

A iniciativa pretende juntar várias empresas com vontade de ajudar para apoiar as despesas do santuário com os animais.

O ideal seria adotar todos os animais do mundo, com recursos ilimitados para cuidar de cada um, mas dificilmente isto seria possível. Assim, os santuários e associações desenvolvem programas de apadrinhamento, que unem a vontade de ajudar com a de chamar aos patudos “meu”, mesmo que apenas um pouco. O Save and Care, em Palmela, resgata animais de quinta, e está a desenhar uma destas iniciativas, com uma diferença — os residentes do espaço são apadrinhados por empresas — e a primeira a participar foi o restaurante A Minha Avó, de Lisboa.

Luz, uma porca reabilitada pelo centro depois de ter sido encontrada com queimaduras graves, foi a escolhida pelo negócio, que oferece pratos confortantes e típicos portugueses, apenas com ingredientes de origem vegetal. Joana César, responsável pela comunicação da empresa, explica à PiT que os fundadores do santuário eram já conhecidos dos donos do restaurante, já que ambos costumam participar em iniciativas pela causa animal, como o Desafio Vegetariano.

A ideia de apadrinhar um dos animais surgiu quando o A Minha Avó alcançou 20 mil seguidores no Instagram — um marco que os responsáveis decidiram celebrar. “Pensámos que podíamos fazer mais uma ação digital, ou podíamos trazer a parte mais humana, neste caso relacionada com os animais, que a Avó também defende”, explica Joana.

A oportunidade alinhou-se com o lançamento do novo programa do Save and Care, e o apadrinhamento foi concluído este mês, permitindo ao negócio “chegar ao que ele também defende”. “Temos a nossa missão dentro do restaurante, mas há outras missões lá fora com que nos identificamos, e esta é uma delas”, avança a responsável.

O dia mereceu uma visita de todos os funcionários do restaurante ao espaço para conhecer a porquinha, tornando-se também numa forma de promover uma experiência diferente para os colaboradores, conta Joana. Luz foi a contemplada graças à sua história e personalidade simpática, que sensibilizou a equipa.

Alice Basílico, fundadora do santuário, esclarece que a nova iniciativa tem contornos ligeiramente diferentes dos programas de apadrinhamento habituais, sobretudo pelo valor com que as empresas contribuem mensalmente. Este “é um bocadinho mais elevado”, ficando nos 100 euros. que “dão para várias ajudas de alimentação e veterinário”. 

Os negócios têm ainda acesso à descrição das despesas cobertas pelo dinheiro que disponibilizaram para os animais, e recebem oportunidades de visitas mensais e outras iniciativas no santuário ao longo do ano. “Há muitas empresas que querem ajudar, e querem envolver os empregados numa causa solidária, mas não sabem bem como. Esta é uma das formas”, explica Alice.

Carregue na galeria para ver algumas imagens do dia do apadrinhamento, e dos animais do santuário.

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