Família

SAGA — entre a hospitalidade e as cookies não falta espaço para os animais

Nasceu como um ponto de encontro entre café, pastelaria e cultura, na cidade de Braga.

Há cafés que se destacam pelo café. Outros, pela comida. E depois há aqueles que ficam na memória porque se tornam parte da rotina, do mapa emocional da cidade e das pessoas que por lá passam. O SAGA: Cookies, Coffee & Culture está neste segundo grupo. 

A responsável pelo projeto destaca o significado da distinção. “Vencer este prémio em Braga tem um peso muito especial. É a nossa cidade, o lugar onde tudo começou e onde sentimos diariamente a energia criativa de tantos projetos novos a nascer”, explica Patrícia Cardoso, fundadora da SAGA, que venceu o prémio de Melhor Café na primeira edição dos prémios NiB. “Mais do que um prémio, é a confirmação de que aquilo que estamos a construir faz sentido para quem nos rodeia.”

“O espaço é importante, o produto também, mas a SAGA sempre foi pensada como um ponto de encontro. Este prémio reflete as pessoas que passam por cá, que voltam, que trazem amigos, que participam nos workshops e que dão vida ao projeto todos os dias.”

A SAGA abriu portas a 23 de setembro, no centro histórico de Braga, inspirada nas coffee shops londrinas e com uma premissa simples: criar algo com sabor, mas também com alma. O balanço de 2025 é intenso, mas positivo. “Foi um ano desafiante e muito gratificante. Aprendemos imenso sobre gestão, produção, pessoas e sobre nós próprios. Houve ajustes, decisões difíceis e muito trabalho invisível, mas acima de tudo sentimos que as bases ficaram bem assentes.”

 
 
 
 
 
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Alguns momentos ficaram gravados de forma especial. “Percebemos que a SAGA já fazia parte da rotina das pessoas quando começaram a vir de propósito para comer algo específico, para celebrar pequenas conquistas ou para trazer alguém ‘para conhecer a SAGA.” Um episódio, em particular, tornou-se simbólico: “No primeiro mês, uma menina passou aqui a tarde e, quando se foi embora, deixou-nos um bilhete a agradecer a hospitalidade. Está afixado na parede. É o nosso lembrete diário de que estamos no caminho certo”. E o sentimento de casa não se limita aos humanos, já que o café mantém uma política pet-friendly.

As estrelas da casa são as cookies — densas, húmidas, reconfortantes. A história começa na América, mas ganha identidade própria em Braga. “A paciência é o ingrediente mais subestimado da pastelaria”, defende Patrícia. Cada fornada demora, pelo menos, um dia inteiro a chegar ao forno.

Chocolate chip, lotus, red velvet, peanut butter, double chocolate e a cookie do mês fazem parte da carta. Juntam-se brownies, cinnamon rolls e encomendas personalizadas para eventos. Os preços variam entre 3€ e 3,50€, numa proposta pensada para o dia a dia.

Contudo, a SAGA não vive só de doces. O menu inclui focaccias caseiras e tostas que vão da mediterrânea à vegetariana, com preços entre 3,50€ e 8,50€, ideais para pequenos-almoços demorados ou almoços rápidos. Para acompanhar, há cafés clássicos, lattes especiais, bebidas frias, Porto tónico e Aperol Spritz, entre 2€ e 8,50€.

O interior reflete a filosofia do projeto: madeira clara, chão vermelho, mesas pequenas e um balcão que convida à conversa. A música, o cheiro a cookie quente e a luz natural fazem o resto. “Queremos que as pessoas entrem para um café rápido e acabem por ficar mais tempo do que planeavam”, diz Patrícia.

A cultura é outro pilar essencial. DJ sets, workshops criativos, colaborações com artistas locais e uma pequena área dedicada a design e merchandising fazem parte da agenda. “Acreditamos que Braga está cada vez mais aberta a conceitos híbridos, que cruzam áreas e apostam na experiência como um todo”, acrescenta.

Após um primeiro ano a consolidar o projeto, o futuro não passa por acelerar, mas por aprofundar. “Em 2026 a nossa vontade é crescer com calma. Novos sabores, mais programação cultural, mais colaborações e um reforço do catering e das parcerias com restaurantes.” Tudo sem perder aquilo que define o espaço desde o início: qualidade, intenção e proximidade.

A vitória na categoria Melhor Café confirma essa trajetória. Num ano em que Braga continuou a afirmar-se como cidade criativa, a SAGA destacou-se por fazer do café um pretexto para algo maior: criar laços, rotinas e um lugar onde apetece voltar. Porque, como a própria fundadora resume, esta história está longe de acabar: “A saga vai continuar, — sempre fiel à sua essência.”

Carregue na galeria para conhecer melhor o Melhor Café de 2025 em Braga.

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