Família

Seja verão ou inverno, Rohn e Alyssa adoram a neve — e têm 34 cães para puxar o trenó

O casal deixou tudo para trás e mudou-se para o Alasca para montar um negócio de cães de trenós. Faça chuva ou faça sol.
O pequeno Kaladin junta-se agora à tribo.

Alyssa e Rohn Buser estavam destinados a conhecer-se. O seu primeiro encontro não foi propriamente uma coincidência, mas foi a paixão que têm em comum que os uniu. O casal sempre gostou de cães, mas daqueles peludos e que encaixam bem em cenários de neve. E foram eles que os levaram até aos braços um do outro.

A Iditarod Trail Sled Dog Race é o evento do ano para os residentes do estado do Alasca. É quando todos se juntam para assistir à corrida monumental de trenós a serem puxados por cães. Mas não são apenas os moradores a participar, como pessoas de todo o mundo.

“Nós conhecemo-nos quando eu fui convidada a ficar na casa dos pais do Rohn, através de um amigo em comum. Fui para lá no início do Iditarod de 2016”, começa por contar Alyssa, 34 anos, à PiT. Na altura, a norte-americana era apenas uma cabeleireira, mas apaixonou-se imediatamente pelo rapaz que cresceu com cães de trenó.

Apesar de viver na Califórnia, isso não a impediu de trazer o paraíso de infância de Rohn consigo. Em 2019, os dois montaram a primeira (e única) empresa de percursos de trenó no estado: “Durante três dias da semana, trabalhávamos nas visitas com os cães e os outros quatro eram nos nossos outros trabalhos. Eu como cabeleireira e o Rohn como arborista. Isto durante dois anos”.

Depois da pandemia, decidiram largar essa vida atribulada e mudar-se oficialmente para o Alasca, a terra natal de Rohn. Aí, não procuraram paz e descanso, mas sim continuar o seu negócio e o seu amor por estes cães, através das Susitna Sled Dog Adventures. Dois anos depois, têm 34 anos e um filho de oito meses, Kaladin, para contar a história.

Ainda que Rohn tenha crescido neste meio e de ser filho de um tetracampeão de Iditarod, nem sempre pensou que teria o mesmo futuro. Foi preciso que os cães lhe mostrassem o quão prazeroso era cuidar deles e convidar outras pessoas a fazer o mesmo.

Fiddle, Brooks, Inca, Ruger e Lobo são apenas alguns dos nomes dos seus animais. Alguns foram dados, outros resgatados, houve ainda quem tivesse participado no campeonato de 2018 e quem tivesse nascido nos braços de Alyssa e Rohn. Mas cada um tem o seu brilho, quer tenha nove meses ou 13 anos.

Desde o momento em que acorda, até ao que se deita, o casal vive para os seus cães. Começando por soltá-los ao ar livre e depois dando-lhes comida e algum carinho. Só após tudo isso é que podem começar a prepará-los para os passeios de trenó.

“No verão, fazemos visitas ao canil deles, e as pessoas podem vê-los e acariciá-los, enquanto eles brincam soltos no quintal. Dizemos também algumas curiosidades sobre os cães de trenó, sobre a vida no Alasca e sobre o que é preciso para participar nas corridas de Iditarod”, explica Alyssa. Além disso, os visitantes podem passear com os cães pelos 40 hectares da propriedade, que duram entre uma a uma hora e meia, indo dos 75$ aos 500$, tendo em conta o número de pessoas.

Estes, no entanto, não são os únicos planos do casal para os amantes de cães de trenós. “Planeamos aumentar o nosso negócio e fazer algumas corridas mais sérias. O Rohn já participou três vezes na corrida de mil milhas Iditarod, por isso gostávamos de correr nas de 200 e 300”.

Ainda assim, agora que foram pais, Alyssa e Rohn gostavam de “descobrir uma forma de equilibrar isso e o tempo com o filho: “Queremos continuar a crescer e a melhorar”, rematou a norte-americana.

Carregue na galeria para ver algumas fotografias de Alyssa e Rohn e dos seus cães.

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